- Nova produção no Metropolitan Opera, El Último Sueño de Frida y Diego, com música de Gabriela Lena Frank e libreto de Nilo Cruz, abre em de 14 de maio.
- Jon Bausor assina o design de cenários e figurinos e também co-curou a exposição do MoMA, em conjunto com a curadora Beverly Adams.
- A ópera enfatiza emoção sobre precisão histórica, contando a história do espírito de Frida Kahlo surgindo do submundo para reencontrar Diego Rivera.
- A exposição no MoMA, Frida and Diego: The Last Dream, fica em cartaz até 12 de setembro, apresentando obras de Kahlo e Rivera, incluindo pinturas e desenhos de figurinos de Rivera.
- As peças ultrapraticadas no MoMA exploram a relação entre as artes visual e performática, com obras suspensas em andaimes e uma grande árvore vermelha surgindo de uma cama azul.
Frida Kahlo e Diego Rivera ganham voz na Met Opera, em Nova York. A nova produção de El Último Sueño de Frida y Diego, com música de Gabriela Lena Frank e libreto de Nilo Cruz, estreia no Metropolitan Opera House em 14 de maio. A montagem prioriza emoção e symbolism, sem buscar precisão histórica estrita.
A encenação, assinada pelo designer de cenário e figurinos Jon Bausor, é pautada por uma visão visual que remete às obras de Kahlo e Rivera sem copiar imagens originais. A produção tem diálogo próximo com a exposição no MoMA, dirigida pela curadora Beverly Adams, que integra elementos visuais e cenográficos com a mostra de Kahlo e Rivera.
Em cena e na exposição
Em palco, Kahlo é interpretada pela mezzo-soprano Isabel Leonard, Rivera por Carlos Álvarez. O enredo acompanha a figura de Kahlo emergindo do submundo na Dia de los Muertos e a partir dali revisita a vida com Rivera, em uma narrativa centrada em aspectos emocionais do relacionamento.
No MoMA, a mostra Frida and Diego: The Last Dream utiliza recursos visuais similares aos da ópera para destacar obras-chave da dupla. Obras pendem de estruturas de andaimes e aparecem cercadas por cortinas azuis, com uma árvore vermelha surgindo de uma cama azul em referência a imagens de Kahlo.
Convergência entre ópera e museu
Bausor descreve o conjunto cênico como uma fusão de temas opostos: vida e morte, triunfo e conflito, dor e afeto. A curadoria conjunta com Adams visa evidenciar a relação entre as artes visuais e a performance, criando uma experiência imersiva para o público.
A mostra no MoMA fica em cartaz até 12 de setembro e reúne autorretratos de Kahlo, pinturas de Rivera sobre tradições mexicanas e fotografias dos dois artistas. Destaque são aquarelas de figurinos e cenários criados por Rivera para o ballet H.P. (Horsepower), de Carlos Chávez, datadas de 1932.
Expectativas e contexto
A produção no Met Opera, em cartaz até 5 de junho, chega após mais de uma década de desenvolvimento e já teve passagem por San Diego, em 2022. A colaboração entre Frank, Cruz e a equipe criativa, segundo produtores, buscou iluminar novos aspectos da vida de Kahlo sem se restringir a biografia tradicional.
Adams ressalta a relevância de a mostra ter permitido uma troca entre diferentes expressões artísticas. Segundo ela, a experiência mistura obras de arte dentro de outra forma de arte, ampliando a percepção do público sobre Kahlo e Rivera.
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