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Pussy Riot protesta na Bienal de Veneza; pavilhão russo fecha temporariamente

Protesto da Pussy Riot interrompe temporariamente o Pavilhão Russo na Bienal de Veneza, ampliando tensão diplomática e críticas à participação russa

Women wearing pink balaclavas let off smoke flares as one protester plays the guitar
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  • O pavilhão da Rússia na Bienal de Veneza foi temporariamente fechado no segundo dia de pré-visualização após protesto do grupo Pussy Riot.
  • Aproximadamente quarenta ativistas, usando balaclavas cor-de-rosa, tentaram entrar no pavilhão, acenderam sinalizadores e tocaram música punk, gritando slogans.
  • A polícia reteve os manifestantes na entrada, e uma estátua externa ficou coberta por uma bandeira ucraniana.
  • Nadya Tolokonnikova, cofundadora do Pussy Riot, pediu ao presidente da bienal que interrompa o recebimento de dinheiro russo e ofereceu curar o pavilhão russo em 2028 com artistas presos na Rússia.
  • O protesto ocorre em um contexto de tensões políticas na feira, com relatos sobre sanções da União Europeia e a renúncia do júri internacional, além de manifestações também contra o pavilhão de Israel.

O pavilhão da Rússia na Bienal de Veneza precisou fechar temporariamente as portas no segundo dia de pré-estreia, após o grupo de ativistas Pussy Riot realizar um protesto contra a participação do país no festival. O ato ocorreu na tarde de hoje, no espaço russo instalado no Arsenale, gerando apreensão entre visitantes que já aguardavam a abertura.

Cerca de 40 manifestantes, entre eles integrantes do grupo feminista Femen, avançaram até a entrada do pavilhão, acenderam sinalizadores coloridos e tocaram punk, exibindo mensagens nas roupas e na pele. Houve tentativa de invasão do espaço, que foi contida pela polícia presente no local.

No entorno, a bandeira da Ucrânia foi fixada em uma estátua externa, enquanto frases contra a participação russa foram escritas em roupas dos ativistas. Não houve prisões, mas a entrada foi isolada pela polícia para conter o grupo.

Nadya Tolokonnikova, líder do coletivo, descreveu a cena do lado de fora como chocante ante a percepção de festividades no pavilhão russo durante o dia anterior, quando houve consumo de bebidas no espaço. Ela pediu que a organização rejeitasse apoio financeiro da Rússia e buscou abertura para um diálogo com a direção da bienal.

Pussy Riot também fez uma oferta pública para curar o pavilhão russo na edição de 2028, propondo colaborar com artistas detidos ou exilados pela Rússia. A campanha gerou repercussão internacional sobre a relação entre política e arte no evento.

Fontes próximas indicaram que a tensão envolvendo a participação russa já provocava controvérsia diplomática. Relatos não oficiais mencionaram dúvidas sobre sanções da União Europeia, com o governo italiano e a organização da bienal sob avaliação sobre a legalidade da presença russa no festival.

Um dia após o protesto da Pussy Riot, a Art Not Genocide Alliance organizou outra manifestação em frente ao pavilhão de Israel, no Arsenale, pedindo o cancelamento da participação do país por denúncias de violência em Gaza. A polícia manteve a segurança do local durante o ato.

A Bienal tem passado por embates entre política e curadoria, com a renúncia coletiva do júri anterior e debates sobre critérios de seleção de países. Em Veneza, o clima permanece tenso, com atos públicos ganhando espaço na cobertura do evento.

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