- Phish realizou uma residência de nove noites no Sphere, em Las Vegas, sem repetir nenhuma música.
- Ao todo foram 161 temas em 161 canções apresentadas ao longo dos shows, totalizando vinte e sete horas de apresentação.
- A marca superou outros conjuntos em residências similares pela quantidade de músicas e duração, incluindo trajetórias de Dead & Company, Eagles e Backstreet Boys.
- O desempenho contou com uso intenso da tecnologia do Sphere, áudio espacial e projeções visuais em parceria com a Moment Factory, com a banda ajustando o conteúdo em tempo real para a apresentação.
- Durante a passagem, foram estreadas as faixas Brief Time e Dark Puddle, houve o primeiro solo de aspirador de pó de Jon Fishman e o primeiro solo de keytar de Page McConnell; o encerramento promoveu uma homenagem aos fãs com imagens do público projetadas nas paredes.
Phish fechou uma residência de nove shows no Sphere, em Las Vegas, sem repetir nenhuma música durante as três fim de semana de apresentações. Ao todo, a banda tocou cerca de 27 horas, em 161 canções, superando recordes anteriores na casa. O feito foi destaque no cenário ao vivo e reforçou a ideia de reputação da banda por variedade de setlist.
O conjunto liderado por Trey Anastasio apresentou o desafio de não repetir temas ao longo de toda a sequência, em busca de uma experiência única para fãs. O Sphere, que já havia experimental variado uso de tecnologia em 2024, voltou a ser o palco de uma narrativa visual integrada à apresentação musical.
Tecnologia e imersão sonora
Garry Brown, engenheiro de som, utilizou o sistema de áudio espacial do Sphere, com 167 mil alto-falantes, para distribuir os instrumentos por diferentes pontos da sala. O resultado foi uma percepção de som que parecia se mover pela arena em tempo real. A equipe ampliou a cada show a confiança no recurso, com destaque para as músicas Ruby Waves, Plasma e My Friend, My Friend.
A coordenação entre áudio e iluminação ganhou contornos ainda mais claros. Chris Kuroda, o designer de iluminação, manteve o papel de quinta parte fundamental da experiência, mesmo com o palco exigindo ajustes para a presença de projeções visuais na estrutura acima do público. Nos intervalos, a produção investiu em conteúdos que variaram de viagens digitais a cenas oníricas para acompanhar a música.
Momentos marcantes e novidades
Durante a primeira semana, Phish estreou Brief Time, uma balada acústica do side-project Ghost of the Forest. Também apareceu Dark Puddle, uma peça de cerca de 20 minutos associada ao tema Fuego, segundo a banda. O repórter da Rolling Stone citou que a pista não tem luz explicada pela própria equipe.
Entre as curiosidades, houve o primeiro solo de aspirador de pó em Sphere, executado pelo baterista Jon Fishman, e o primeiro solo de keytar pela tecladista Page McConnell. Os fãs acompanharam a curva de improvisação pela jam chart do Phish.net, que continua a ser campo de debates entre a comunidade.
Encerramento e memória da experiência
Ao final do ciclo, a banda retornou ao palco para uma despedida que incluiu projeção de imagens históricas da torcida nas paredes do Sphere, com cenas que se desmanchavam em átomos e se recompondo. A homenagem celebrou décadas de fãs e a relação entre Phish e seu público, sem caráter conclusivo ou opinativo no texto final.
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