- Journey prepara a turnê de despedida Final Frontier, com ensaio na presença de Neal Schon, que completa 72 anos, e Jonathan Cain, com 76, além de testes de efeitos de pirotecnia antes do show de abertura em Hershey, Pensilvânia.
- O vocalista Arnel Pineda, 58, revela dúvidas sobre a turnê devido ao desgaste da voz e de problemas pessoais; a banda discute formato do show, com duas sessões de uma hora e possibilidade de intervalo.
- A turnê deve passar por mais de cem shows nos próximos dois anos, com possibilidades de estádios; Cain e Schon administram os negócios sem manager externo, e há dúvidas sobre contratos com a produtora AEG.
- Conflitos históricos entre Schon e Cain vêm a público, incluindo disputas legais, divergências religiosas e políticas, e rumores sobre Steve Perry, que participou apenas de forma esporádica no passado.
- Cain planeja se desligar da banda ao final da turnê, enquanto Pineda espera a possibilidade de uma aparição de Perry; Perry já negou retorno à formação principal.
Journey inicia a turnê de despedida Final Frontier, em Hershey, nos EUA, com 2 noites de preparação antes do show de estreia. O Giant Center recebe a banda enquanto a equipe testa efeitos pirotécnicos para grandes momentos. A data marca o início de uma maratona de apresentações que pode durar anos.
Neal Schon, de 72 anos, celebra o aniversário na véspera e utiliza uma guitarra nova presente da esposa Michaele Salahi. Jonathan Cain, com 76 anos, permanece nos bastidores acompanhado da esposa Paula White-Cain, que atua como assessora na área religiosa da casa Branca, enquanto se recupera de uma cirurgia de joelho. A banda ajusta a setlist e a logística da única réplica de ensaio com todos os músicos presentes.
Antes da primeira ensaio de produção, Arnel Pineda, que está no elenco desde 2007, revela que o retorno quase não ocorreu. Problemas físicos, um divórcio conturbado e acusações de violência doméstica marcaram o período recente, levando o vocalista a insistir em ajustes de agenda e formato do show. O grupo já planeja mais de 100 apresentações entre este ano e o próximo.
Cenário da turnê e formação
As equipes trabalham para definir o repertório de abertura e a produção, com previsão de dois blocos de shows de duração próxima a duas horas. A ideia de interlúdio divide opiniões entre Pineda e a produção, que avalia opções para manter o ritmo da apresentação. A banda considera a possibilidade de substituição de vocalista caso a situação de saúde do cantor se agrave.
Nos bastidores, Cain e Schon mantêm posições firmes sobre a gestão da banda e o uso de recursos. A dupla não conta com um gerente externo e administra contratos, sociedades e composições entre si, o que deve continuar sob avaliação conforme a agenda de turnê avança. A relação entre os dois líderes já enfrentou disputas legais envolvendo uso de cartões corporativos e mediação de disputas.
Rumores sobre Steve Perry e desdobramentos
O retorno de Steve Perry, ex-vocalista, tem sido tema frequente, mas Perry já negou publicamente a participação na turnê, reiterando que não voltará ao grupo. A reportagem apura que houve conversas pontuais sobre a possibilidade de participação de Perry, mas não houve confirmação de adesão. A banda reforça que o cenário permanece sem informações oficiais sobre a presença de Perry.
Cain comenta sobre a relação com Perry ao longo dos anos, destacando a influência mútua na trajetória da banda. A liderança do grupo contesta rumores de reaproximação e afirma que o foco está na continuidade musical. Trevor Lukather, filho de Steve Lukather, atua como elo entre Cain e Perry em determinados momentos, ajudando na comunicação interna.
Perspectivas e próximos passos
A equipe da turnê pretende manter o ritmo de apresentações extensas, com possibilidade de escalação de estádios de futebol, conforme a demanda de público. Schon expressa desejo de encerrar o ciclo com tranquilidade, mantendo a energia de palco e a dedicação aos fãs. A agenda aponta para uma janela de shows abrangente nos próximos dois anos, incluindo cidades de grande e pequeno porte.
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