- A turnê mundial do BTS para o álbum Arirang pode gerar até US$ 2 bilhões, rivalizando com a The Eras Tour de Taylor Swift, atualmente a mais lucrativa da história.
- Nos Estados Unidos, a pré-venda começou com a fila virtual atingindo centenas de milhares, e uma fã chegou a 9.500 na fila de Chicago.
- O álbum Arirang teve forte demanda: 16 versões colecionáveis se esgotaram em 30 minutos; o lançamento superou pré-encomendas anteriores do grupo.
- O fandom Army é conhecido por engajamento intenso e ações coordenadas, como campanhas de streaming, compras em grupo e uso de plataformas próprias para manter a relação artista-fãs.
- Fãs já projetam gastos expressivos para ver o BTS ao vivo, com exemplos de ingressos, membership e produtos, alguns chegando a milhares de dólares, reforçando o impacto econômico do retorno.
O retorno do BTS aos palcos mundial mobiliza fãs e pode gerar até US$ 2 bilhões em receitas, incluindo ingressos, mercadorias e transmissão. O anúncio da turnê para o álbum Arirang reacende o interesse global, rivalizando com a The Eras Tour de Taylor Swift, hoje a referência de faturamento no setor.
Na manhã de sexta-feira, 22 de janeiro, a fila virtual para a pré-venda nos EUA já reunia centenas de milhares de pessoas. Em Chicago, a fã Genesis Salone entrou no site da Ticketmaster às 11h, com o horário de início marcado, e viu seu número na fila chegar a 9.500.
Salone, que integra o fã clube Army, explicou que teve de pedir isolamento no trabalho para acompanhar a compra. Diversos fãs usavam múltiplos navegadores e trocavam informações em grupos para medir suas posições na fila. Em poucos minutos, cidades com shows à venda ficaram esgotadas.
A turnê mundial do BTS para Arirang deve abranger 82 apresentações. A expectativa é de que a venda de ingressos, além da mercadoria e da transmissão ao vivo, alcance até US$ 2 bilhões. Esse montante colocaria o BTS próximo da marca de US$ 2,07 bilhões da The Eras Tour.
Para os fãs americanos, a dúvida não é se irão, mas como conseguir ingressos. O retorno ocorre seis anos após a pandemia ter cancelado a turnê Map of the Soul. Também houve um hiato para projetos solo e o alistamento militar obrigatório dos sete membros na Coreia do Sul.
Salone contou que havia sido impactada pelo cancelamento anterior do Map of the Soul, e que está entre milhões de fãs que acompanham as atividades do grupo mesmo sem novas músicas frequentes. A expectativa é de ver o BTS ao vivo em diversas cidades neste ano.
O registro histórico do BTS envolve uma relação artista-fã que vai além da música. O Army recebe conteúdo diário do grupo, com séries, transmissões ao vivo e bastidores, fortalecendo um senso de acesso contínuo e participação. A estratégia de comunicação inclui plataformas próprias da Hybe.
Pesquisadores apontam que esse envolvimento constante leva a um engajamento alto, com campanhas de streaming, compras coordenadas e votações para favorecer o grupo. A lealdade é ligada a temas de identidade, desigualdade e saúde mental defendidos pela banda.
Entre ações de impacto, o BTS doou US$ 1 milhão ao movimento Black Lives Matter em 2020, com doações rápidas de fãs ao redor do mundo. Em 2021, a parceria com a UNICEF ampliou a mobilização em redes sociais e arrecadação para juventude e cooperação global.
Ainda que o retorno tenha gerado barulho positivo, houve ressalvas após um show anterior em Seul, promovido pela Netflix, com público menor que o esperado. As autoridades teriam controlado fortemente o acesso, explicando, em parte, a menor adesão.
A transmissora Netflix informou que o show atraiu 18,4 milhões de espectadores mundialmente, mantendo-se entre os títulos mais assistidos da plataforma na semana. A presença do BTS em eventos gerou grande visibilidade, ainda que os números variem conforme o local.
Entre os fãs, Nayeli Martinez, 18 anos, de Tampa, Florida, garantiu a Army Membership por US$ 22 com a esperança de obter códigos de pré-venda. Ela projetou gastos próximos de US$ 700 para cobrir ingressos e produtos, conforme o planejamento da compra.
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