- 34 membros do Parlamento Europeu assinaram uma carta pedindo a suspensão de financiamento da União Europeia à Venice Biennale caso a participação da Rússia ocorra.
- A carta, dirigida a Ursula von der Leyen, à chefe de política externa Kaja Kallas e ao ministro das Relações Exteriores de Chipre, alerta que a Rússia não deve participar de evento financiado com recursos europeus e que o pavilhão russo não deve ser utilizado por atividades russas.
- Os signatários afirmam que a presença da Rússia na Bienal enfraquecerá a credibilidade da UE e prejudicará a Ucrânia, destacando que cada euro de financiamento à instituição contraria os valores da União.
- A Rússia planeja apresentar o programa The tree is rooted in the sky, com festival musical outside do Giardini antes da abertura oficial, seguido de projeção interna durante a Bienal.
- Reações incluíram protestos de ministros europeus da cultura, a ameaça de suspensão de fundos da UE e a posição de Pussy Riot, com planos de protesto artístico caso o pavilhão siga adiante.
O grupo de eurodeputados reagiu à decisão de reintegrar a Rússia na Venice Biennale, solicitando a suspensão de todo o financiamento da União Europeia ao evento caso a participação russa prossiga. Assinada por dezenas de MEPs, a carta foi publicada em 26 de março pelo Politico.
Entre os signatários, a correspondência é direcionada à presidente da UE, Ursula von der Leyen, à chefe de política externa, Kaja Kallas, e ao ministro dos Negócios Estrangeiros de Chipre, Constantinos Kombos. O texto afirma que a Rússia não deve participar de eventos financiados por recursos da UE e que seu pavilão não deve sediar atividades ligadas ao país.
Os parlamentares sustentam que a presença russa em Veneza abala a credibilidade da UE e beneficia mensagens associadas a sanções já impostas à Rússia. A carta cita a necessidade de apoiar a Ucrânia, em consonância com os valores defendidos pela União Europeia, e destaca a contradição de financiar instituições que recebem o pavilhão da Rússia.
Contexto internacional e resposta institucional
O anúncio de que o Pavilhão Russo apresentará um programa musical foi feito por Mikhail Shvydkoy, representante cultural próximo ao governo russo. Trata-se de primeira participação desde a invasão da Ucrânia em 2022. A proposta gerou protestos de entidades culturais e órgãos europeus.
Oficiais europeus chegaram a sinalizar possibilidade de suspensão de parte do apoio financeiro ao projeto. A comissária de tecnologia e de cultura e outros membros do bloco ponderaram medidas para impedir o uso de fundos da UE em atividades vinculadas à Rússia.
A organização do evento informou que a programação do pavilhão russo inclui apresentações externas ao prédio histórico Giardini, com projeções a serem exibidas durante a Bienal. Em 2022, o pavilhão russo ficou fechado diante de protestos contra a guerra.
A resistência a participação russa também ganhou apoio de grupos artísticos. Ativistas e coletivos planejam ações de protesto associadas ao tema, sem promover violência, segundo os relatos. A Bienal deve abrir ao público em breve, com a discussão sobre a continuidade da participação russa ainda em curso.
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