- Universal Music Group apresentou novo recurso na segunda instância, defendendo que a tentativa de Drake de reavivar sua ação de difamação contra Kendrick Lamar é ilógica e “hipócrita”.
- A defesa sustenta que a juíza Jeannette A. Vargas agiu corretamente ao concluir que as letras de Lamar chamando Drake de pedófilo eram opinião non actionável, ou seja, não constituem fato verificável.
- O recurso argumenta que Drake usou a plataforma da gravadora para atacar Lamar em termos incendiários, mas busca aplicar um padrão diferente para palavras dirigidas a ele.
- A gravadora destaca que as nove faixas envolvidas estavam em diálogo entre si e que o contexto sugere que Lamar falava de forma hiperbólica, não como fato verificável.
- Drake deve responder ao novo recurso da UMG até 17 de abril.
A Universal Music Group (UMG) apresentou novo ataque jurídico contra Drake, sustentando que a tentativa do rapper de reabrir uma ação de difamação é ilógica e hiperbólica. O recurso, de 83 páginas, foi protocolado na Segunda Corte de Apelações dos EUA e contesta a decisão anterior da Juíza Jeannette A. Vargas.
Vargas havia encerrado a ação em outubro, ao considerar que as letras de Kendrick Lamar chamando Drake de pedófilo configuravam opinião não acionável, ou seja, não constituíam fatos verificáveis. A defesa de UMG sustenta que Drake usou a plataforma da gravadora para atacar Lamar em termos incendiários, mas agora busca um padrão distinto para as palavras que não gostam.
Segundo o novo documento, Drake tenta descontar o contexto de suas próprias falas ao exigir que as palavras sejam tratadas como difamatórias se forem interpretadas como fatos. A gravadora afirma que a lei não permite esse recorte e que a arte costuma recorrer a exagero, insulto e jogo de palavras.
O caso envolve uma disputa que ganhou notoriedade após a sequência de reações entre Drake e Lamar em 2024. Em abril, Drake divulgou a música Family Matters; em maio, Lamar publicou Meet the Grahams e Not Like Us, cuja linha de efeito viral citou o rótulo de pedófilo.
UMG argumenta que as canções dialogam entre si e contextualizam as declarações. A defesa cita respostas de Lamar a Drake, destacando que parte das letras responde a provocações anteriores. A gravadora reforça que o contexto artístico deve ser considerado sob a lei de Nova York.
A gravadora também rebate a tese de Drake de que letras de rap podem ser usadas como evidência em casos criminais, destacando que o contexto legal envolve padrões diferentes de verificação de fatos. Em 2022, Drake assinou uma petição criticando o tratamento de expressões artísticas como fatos.
Segundo o recurso, a acusação de hipocrisia envolve ver a expressão criativa de forma diferente conforme o interesse do artista. O documento conclui que a argumentação de Drake não corresponde à lei vigente nem à prática jurídica reconhecida.
Drake moveu a processo em janeiro de 2025, acusando a UMG de promover Not Like Us de forma a induzir o público a acreditar que ele é um pedófilo. A defesa da gravadora já apresentou duas moções de rejeição que foram aceitas pelo tribunal, encerrando a ação anterior. Drake deve responder ao novo apelo até 17 de abril.
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