- 1% das empresas contratadas para shows entre 2024 e 2025 ficaram com mais da metade dos recursos públicos destinados a esses contratos, segundo o UOL.
- Criative Music, agência de gospel, aponta atuação sem vínculos político-partidários, contratos regulados por lei e critérios técnicos, além de destacar responsabilidade com orçamento municipal.
- Talismã, ligada ao cantor Leonardo, afirma que contratações passam por edital e que não há irregularidades; sinaliza fatores como data, logística, notas fiscais e participação no programa PERSE para verificação.
- Ok Produções, ligada a Natanzinho Lima, diz que o vínculo é contratual e que cachês variam conforme critérios técnicos; números divulgados podem ser interpretados de forma descontextualizada; a empresa mantém casting nacional.
- Diassis, empresário da banda Calcinha Preta, relata aumento de cachês de 2023 a 2025, com valores entre R$ 250 mil e R$ 790 mil; destaca sucesso da banda e menciona que outras empresas não se manifestaram.
Do portal UOL, revelou-se que 1% das empresas contratadas para apresentações artísticas entre 2024 e 2025 recebeu mais da metade dos recursos públicos destinados a esse tipo de contrato. A reportagem traz respostas das companhias citadas como as que receberam maior volume de dinheiro público.
De acordo com as informações, a tendência reflete a concentração de contratos entre poucas empresas, mesmo diante de editais e regras de licitações vigentes. O material traz explicações técnicas sobre funcionamento do mercado, além de posicionamentos institucionais das empresas envolvidas.
Respostas das empresas envolvidas
Criative Music
A Criative Music atua há quase 30 anos no segmento gospel, com gestão de artistas, produção de eventos e conteúdos. Segundo a empresa, o alcance dos artistas nas plataformas digitais explica a demanda por apresentações em diversas regiões. A representação não envolve vínculos políticos e as contratações são realizadas com base em critérios técnicos, observando a legislação vigente.
Talismã
A Talismã, ligada ao cantor Leonardo, afirma que todo processo de contratação pública passa por edital, documentação e proposta até a assinatura do contrato. Sobre diferenças de valores, a empresa sustenta que não há irregularidades e que a verificação depende de dados como datas, logística, impostos e condições do programa PERSE, além de outros fatores da contratação.
Ok Produções
A Ok Produções, associada ao cantor Natanzinho Lima, explica que o vínculo com o artista é contratual, com atuação como representante exclusiva e negociação de shows. Em relação a valores, a empresa afirma que cachês variam conforme critérios técnicos e operacionais; números apresentados podem ter sido interpretados de forma incompleta.
Diassis
Diassis, empresário da banda Calcinha Preta, informou que o cachê da banda tem subido nos últimos anos, com média de 600 mil a 790 mil em 2025. O investidor cita fortes bilheterias, como Belém, com 27 mil pagantes e R$ 3,5 milhões de renda. Outras produtoras ou representantes não se manifestaram.
Situações adicionais
Empresas sem retorno imediato
A reportagem identificou que algumas empresas citadas, como Nattan Produções Artísticas, Show Completo Produções Artísticas e Alic Participações e Entretenimentos, não responderam no prazo. Também houve tentativa de contato com Henry Freitas Produções Artísticas e WS Shows, sem resposta até a publicação.
Contexto e implicações
Panorama do mercado
As informações indicam uma concentração de recursos públicos em poucas contratadas, o que acende debates sobre governança, transparência e fiscalização de contratos.
Elementos técnicos
O material ressalta que a gestão de recursos envolve critérios técnicos, planejamento orçamentário municipal e cumprimento de normas legais para contratações públicas, sem atribuição de auditoria às empresas pelas próprias contratadas.
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