Em Alta NotíciasFutebolBrasileconomiaPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Governos que contrataram os shows citados avaliam impactos e respostas

Governos com situação fiscal fragilizada gastaram pelo menos R$ 2,1 bilhões em contratações de shows entre 2024 e 2025, com variação de cachês entre artistas

Leonardo com o vice de Roraima, Edilson Damião Lima (esq.) e o governador Antonio Denarium; cantor recebeu R$ 2,3 milhões pela apresentação no Réveillon em Boa Vista
0:00
Carregando...
0:00
  • Cidades em situação fiscal ruim gastaram ao menos R$ 2,1 bilhões com contratação de shows entre 2024 e 2025, com grande variação de cachês entre os artistas.
  • Governo de Santa Bárbara do Tugúrio (MG) ressalta regularidade dos atos administrativos, explica que ações judiciais são de 2022 e destaca a Festa da Banana como tradição cultural com impacto econômico.
  • Governo de Roraima afirma que as contratações de Natanzinho Lima e Leonardo foram feitas com emenda parlamentar federal, via Ministério do Turismo, no modelo de show colocado que engloba cachê e custos logísticos.
  • A Secretaria de Cultura e Turismo de Roraima detalha que o show colocado inclui transporte, hospedagem, alimentação e demais custos, destacando a logística complexa do estado.
  • A contratação do artista Pablo para a Expoferr, também em Roraima, ocorreu por inexigibilidade de licitação; valor e modelo são apresentados como compatíveis com eventos de porte semelhante e com custos logísticos do estado.

O levantamento com dados de 2024 e 2025 aponta gasto de ao menos R$ 2,1 bilhões com contratação de shows por cidades em situação fiscal crítica. A reportagem também evidencia variações de cachês entre os mesmos artistas.

O UOL entrou em contato com os governos citados. Quijingue (BA) e Maceió (AL) não se manifestaram. Abaixo, as respostas integrais enviadas por alguns gestores.

Santa Bárbara do Tugúrio (MG)

A prefeitura informou que a ação judicial mencionada existe desde 2022 e trata de questionamentos sobre contratação artística. O município afirma que os atos administrativos foram regularizados e aguardam a elucidação dos fatos pelo Judiciário.

Sobre cancelamentos de apresentações, a prefeitura disse que ocorreram em cumprimento a entendimentos do Ministério Público e do Poder Judiciário, observados no devido processo institucional.

Quanto às contratações, a gestão enfatiza que eventos culturais fazem parte da identidade local, especialmente a Festa da Banana, e que promovem impacto econômico e social, com participação de patrocinadores.

A prefeitura sustenta que os projetos culturais seguem procedimentos legais e administrativos, com transparência e responsabilidade fiscal, mantendo equilíbrio financeiro e nota Capag A junto ao Tesouro Nacional.

Relatos de investimentos públicos recentes incluem educação, saúde, transporte, renovação de maquinário e obras de infraestrutura, com avanços no setor habitacional. Eventos culturais, segundo o município, fortalecem a cultura e a economia local.

O município reitera compromisso com transparência, legalidade e boa gestão de recursos, permanecendo à disposição para esclarecimentos adicionais.

Governo de Roraima

A Secult afirma que as contratações de Natanzinho Lima e Leonardo ocorreram com recursos de emenda parlamentar federal, operacionalizados pelo MTur, respeitando diretrizes do órgão.

Os valores abrangem o modelo de contratação denominado ‘show colocado’, incluindo cachê e custos logísticos como transporte, hospedagem e alimentação da equipe.

A pasta destaca as peculiaridades logísticas de Roraima, com menor oferta de voos e grandes deslocamentos, o que impacta os custos de produção.

Diz ainda que os valores variam conforme período, disponibilidade do artista e estrutura do evento, influenciando o preço final.

A Secult assegura que as contratações seguiram trâmites legais, com transparência e observância das normas, especialmente por envolver recursos federais vinculados a emendas parlamentares.

A Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação aponta que a contratação do artista Pablo para a Expoferr seguiu inexigibilidade de licitação, com valor compatível aos preços de eventos semelhantes.

O modelo de contratação foi o ‘show colocado’, englobando cachê e todas as despesas operacionais, incluindo logística da banda, equipamentos, hospedagem e alimentação, assegurando a viabilidade da atração cultural.

O governo sustenta que o gasto reflete a complexidade de trazer estrutura de nível nacional ao estado, promovendo cultura e suporte ao agronegócio roraimense.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais