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Polícia investiga comentários de DJ na Bienal de Sydney por antisemitismo

Polícia investiga fala de DJ Haram na abertura da Bienal de Sydney por alegações de antissemitismo; dois parceiros corporativos se distanciam do evento

Sydney’s art biennale opened its doors on 14 March
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  • A polícia abriu uma investigação sobre possíveis ataques antissemíticos feitos durante a abertura da Bienal de Sydney, em 13 de março, em White Bay Power Station.
  • A queixa foi apresentada no dia 17 de março pela New South Wales Jewish Board of Deputies (JBD), que citou falas da artista Zubeyda Muzeyyen, conhecida como DJ Haram, como potencialmente criminosas.
  • A denúncia aponta termos usados por Muzeyyen, como “long live the resistance” e “glory to all our martyrs”, além de uma declaração sobre “opor-se ao vile Zio-Australian-Epstein empire”, classificada como discurso capaz de incitar ódio contra judeus australianos.
  • A Biennale de Sydney informou que não tinha conhecimento prévio das falas planejadas pela artista e que está revisando o incidente, enquanto a polícia avalia se houve crime.
  • Dois parceiros corporativos se distanciaram do evento: PwC deixou de associar-se à Bienal e MinterEllison manteve a relação pro bono, com as logos removidas do site; o governo local também reagiu, destacando a necessidade de segurança e de manter discurso público dentro da lei.

A Polícia de Nova Gales do Sul abriu uma investigação após denúncias de antisemitismo durante a abertura da Sydney Biennale. Dois grandes parceiros corporativos afastaram suas marcas do evento na sequência.

A controvérsia envolve um monólogo apresentado pela DJ Haram, que atua sob o nome Zubeyda Muzeyyen, ocorrido na celebração de abertura no White Bay Power Station, em 13 de março. A denúncia foi encaminhada à polícia no dia 17 de março.

O texto da queixa, assinada pelo presidente da New South Wales Jewish Board of Deputies (JBD), David Ossip, argumenta que trechos usados pela artista podem configurar apoio a terrorismo e violar o código penal australiano. A peça citou mensagens como long live the resistance e glory to all our martyrs.

A carta sustenta que termos ligados a martírio e resistência são usados em propaganda associada a organizações listadas como terroristas no país, incluindo Hamas, Jihad Islâmica Palestina e Hezbollah. Ossip pediu encaminhamento à Polícia Federal para avaliação de crimes de terrorismo.

A queixa também descreve uma declaração da artista contrária a uma suposta “Empire” e critica o que chama de Zio-Australian-Epstein, sugerindo uma narrativa conspiratória de influência de judeus australianos ligados a Epstein. O texto afirma que tais falas podem incitar ódio ou menosprezo contra judeus.

O pedido foi dirigido para avaliar se o evento de abertura tinha conhecimento de possíveis falas prévias. A organização afirmou que não tinha ciência dos detalhes do número da apresentação.

O Comissário de Polícia da NSW, Mal Lanyon, confirmou a investigação sobre possível crime. Ele destacou que hate speech tem um padrão elevado para ser considerado crime, ressaltando o valor da liberdade de expressão no país.

A Sydney Biennale informou que não comissionou nem aprovou as falas específicas e que as opiniões da artista não representam a instituição, seus diretores ou parceiros. A organização disse que está revendo o ocorrido internamente.

Medidas e resposta institucional

No dia 20 de março, a Biennale anunciou medidas para reforçar a segurança e a governança, com revisão de riscos de todas as próximas performances. A programação do evento segue até 14 de junho.

A Biennale também informou que a fala da artista divergiu significativamente do briefing acordado e violou o acordo com os artistas. A instituição reforçou que mantém boa governança e que busca cumprir o código de conduta.

Reação de parceiros e autoridades

Duas empresas optaram por se desvincular temporariamente do evento: PwC anunciou que perdeu a confiança na capacidade do festival de acolher todos de forma inclusiva, e MinterEllison disse que continuará com o relacionamento pro bono, mas não quer a marca associada às declarações específicas. As logos das empresas foram removidas do site oficial.

O governo estadual reagiu por meio de autoridades, com críticas às falas consideradas inflamadas. As respostas oficiais destacaram a necessidade de equilíbrio entre liberdade de expressão e combate a discurso de ódio.

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