- Melissa Etheridge lança o 18º álbum, Rise, produzido por Shooter Jennings em Sunset Sound, com sonoridade que mescla rock e country; o lançamento está previsto para 27 de março.
- Ela explica ter buscado um produtor capaz de equilibrar rock e country e afirma que Jennings, fã de Waylon Jennings, guia o processo de forma estável e aberta a sugestões.
- Etheridge faz um dueto com Chris Stapleton em The Other Side of Blue; a parceria surgiu após ela pedir colaboração e acontecer em Nashville, no estúdio histórico de Dave Cobb.
- Ela encerrou o negócio de cannabis e passa a se dedicar à fundação que financia pesquisas sobre medicina de plantas para trauma e dependência, incluindo cannabis, psilocibina e psicodélicos.
- A artista diz que Melissa Etheridge é ela mesma e, ao pensar no futuro, aconselharia sua versão de 23 anos a seguir fazendo música e se apresentando ao vivo, com uma observação de que também poderia ter feito mais abdominais.
Melissa Etheridge lança Rise, seu 18º álbum, marcado pela fusão entre rock e country e pela produção de Shooter Jennings. O projeto chega às plataformas no dia 27 de março, em estúdio clássico Sunset Sound, onde também foram registradas obras de Prince e Rolling Stones.
O disco mantém a assinatura roqueira da artista, ao mesmo tempo em que incorpora texturas country. Etheridge descreve a parceria com Jennings como essencial para manter a música autêntica e estruturada, com um processo de criação onde a cantora dita o rumo e o produtor guia sem sufocar a visão.
A faixa The Other Side of Blue traz uma participação de Chris Stapleton. A artista revelou ter superado a hesitação inicial para convidar o jornalista, contando que a ideia nasceu após conhecer o estúdio histórico em Nashville e discutir histórias familiares, incluindo o falecimento do filho Beckett.
Colaboração, missão e mudança de foco
Etheridge explicou que buscou um produtor capaz de equilibrar rock e country, destacando a ligação entre o cenário de Los Angeles e uma base sólida na tradição country. A dupla de artistas discutiu temas familiares e o resultado foi uma parceria que a cantora descreve como especial.
Em relação ao passado com o uso de cannabis, a cantora afirmou ter encerrado o negócio ligado ao plant medicine. Segundo ela, a dificuldade de obter apoio bancário federal inviabilizou o empreendimento, levando-a a concentrar esforços na própria fundação, voltada a pesquisas sobre uso terapêutico de plantas para trauma e dependência.
A artista ressaltou que mantém a identidade musical, afirmando que Melissa Etheridge é, de fato, quem é. Ela lembrou que, mesmo diante de temas intensos em suas composições, tudo continua autêntico.
Sobre o aconselhamento para a jovem de 23 anos, Etheridge disse que não escutaria conselhos — era uma etapa de aprendizado. Ela adicionou que manter a persistência na criação e nas apresentações ao vivo é o caminho para uma trajetória longa e gratificante.
Entre na conversa da comunidade