- Sessão do Tiny Desk, em outubro de 2024, ajudou Ca7riel & Paco Amoroso a ganhar projeção internacional na cena latina.
- Lançado no ano passado, o EP Papota levou o humor do duo a um formato de sátira pública, com apresentação de impostores e provocações ao público.
- O segundo álbum, Free Spirits, não traz novas propostas fortes nem uma faixa que iguale o impacto de El Único, mesmo mantendo a qualidade musical.
- Destaques incluem o saxofone de abertura em Ha Ha, a vibração bossanova de Vida Loca, a colaboração com Sting em Hasta Jesús Tuvo Un Mal Día e o eletrônico No Me Sirve Más que evolui para um cha-cha cubano.
- A obra transmite a ideia de que os privilégios da fama são superestimados, destacando uma inquietação constante, apesar de a dupla manter apuro técnico e reconhecimento internacional.
Ca7riel & Paco Amoroso lançam o segundo álbum, Free Spirits, após o EP Papota. A dupla argentina permanece sob os holofotes desde uma apresentação viral no Tiny Desk em outubro de 2024, que ampliou sua visibilidade internacional.
O álbum prioriza um groove agitado e referências a jazz brasileiro, hip hop e funk. Destaques incluem a introdução de saxofone em Ha Ha e a linha de vida loca em Vida Loca, com pegada que remete a lounge e toques de hyperpop.
Colaboração incomum marca o trabalho: uma faixa com Sting, Hasta Jesús Tuvo Un Mal Día, considerada uma das duplas mais ousadas do projeto. A faixa No Me Sirve Más apresenta electropunk que transita para influências cubanas, segundo a crítica.
A narrativa central do álbum sugere que os benefícios da fama são valorizados de forma crítica, explorando cansaço e confusão gerados pela vida pública.Comentário público sobre temas não é objetivo central do registro.
Crítica aponta que, apesar da coesão sonora, o disco não apresenta uma ruptura significativa em relação ao estilo anterior. A produção demonstra domínio técnico, com arranjos bem trabalhados e performances refinadas.
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