- Bob Power, engenheiro e produtor influente do hip‑hop, morreu em março aos 74 anos, ajudando a moldar sons de Tribe Called Quest, De La Soul, Jungle Brothers e The Roots, além de contribuir para o neo-soul de D’Angelo, Meshell Ndegeocello, Erykah Badu e Angie Stone.
- Iniciou a carreira como redator de jingles e entrou como engenheiro substituto na sessão de Stetsasonic em 1986, ganhando experiência em um ambiente que exigia autenticidade ao vivo.
- Conhecido por sonoridade mais limpa e vocais bem definidos, Power usava técnicas como o gating do TR-808 e reposicionamento de hi-hats, elevando a clareza sem depender de reverb excessivo.
- Trabalhos marcantes incluem The Low End Theory (1991) e Midnight Marauders (1993) do Tribe Called Quest, além de colaborações com D’Angelo, D’Angelo, Chaka Khan, Miles Davis e outros.
- Legado valorizado por artistas e colegas: Questlove, Badu e Ndegeocello destacam sua contribuição; atuou como professor na Universidade de Nova York (NYU) desde 2006, até se aposentar em 2025.
Bob Power, engenheiro de som e produtor que moldou o som de artistas de peso no hip-hop, morreu aos 74 anos. A notícia confirma seu papel central em álbuns de A Tribe Called Quest, De La Soul, Jungle Brothers e The Roots, além de colaborações no R&B e soul.
O
legado de Power começou de forma improvável, ao ser chamado para substituir um engenheiro ausente em 1986, durante uma sessão com Stetsasonic. De lá, ele evoluiu para um dos nomes mais influentes do período, ajudando a definir a sonoridade do boom-bap.
Power estudou teoria musical, foi guitarist de bandas de R&B e jazzista, e mudou-se para Nova York em 1982. Seu estilo privilegiava um som claro, com vocais menos carregados de reverb e com samples bem tratados, o que tornou as faixas mais contornáveis e impactantes.
Trajetória e técnica
A técnica de Power incluía governar o drum machine TR-808 com equilíbrio de bass, deslocar as hi-hats e buscar clareza na reverberação. Seu trabalho com Q-Tip, Ali Shaheed Muhammad e Phife Dawg elevou The Low End Theory (1991) e Midnight Marauders (1993) a marcos do gênero.
Entre os créditos de Power estão faixas emblemáticas como Electric Relaxation, A Roller Skating Jam Named Saturday e You Got Me. Ele também abriu espaço para artistas do peso de D’Angelo, Meshell Ndegeocello, Erykah Badu e Angie Stone.
Legado e depoimentos
Power era lembrado pelo modo de equilibrar a voz com o sample, sem excesso de reverb. Ganhou reconhecimento por tornar os vocais mais diretos sem perder a textura das samplings. Questlove, da The Roots, destacou que Power ajudou a tirar o hip-hop da fase caótica.
Colaboradores e artistas descrevem Power como mentor e criador de grandes registros. D’Angelo, Badu e Ndegeocello lembram o impacto dele na carreira e na maneira de raciocinar sobre produção musical, além de sua atuação como professor na NYU, onde ensinou até aposentadoria em 2025.
Contribuições duradouras
Ao longo de décadas, Power manteve uma abordagem de produção que priorizava a autenticidade e a qualidade sonora. Sua visão ajudou a consolidar uma geração de artistas que buscavam sonoridade grande, sem abrir mão da sensibilidade dos instrumentos e da voz humana.
Entre na conversa da comunidade