- Hamilton de Holanda completa 50 anos no dia 30 e prepara o 50º álbum, com lançamento previsto para maio, com composições próprias centradas no Brasil como raiz.
- O músico venceu o Grammy de Melhor Álbum de Jazz Latino com o Hamilton de Holanda Trio – Live in NYC e já soma quatro Grammys Latinos, incluindo três como Melhor Álbum Instrumental.
- A obra dele é inspirada na ancestralidade de Zélia do Prado e Paulo Flores, e reforça a inovação do bandolim de dez cordas, que popularizou no Brasil.
- Iniciou no Clube de Choro de Brasília, gravou com Dois de Ouro e estudou na Universidade de Brasília (UnB), consolidando uma carreira de experimentação instrumental.
- Mora no Rio de Janeiro desde 2003; destaca a busca por equilíbrio entre ambição musical e honestidade na prática artística.
Hamilton de Holanda, um dos principais instrumentistas brasileiros, completa 50 anos no dia 30 e prepara o 50º álbum, com lançamento previsto para maio. O trabalho instrumental traz composições próprias, com a raiz no Brasil.
Apesar de fama e reconhecimentos, o músico afirma que grande parte do público ainda não associa a música instrumental a uma experiência cotidiana no Brasil. O relato vem à tona em entrevista por telefone.
O novo disco celebra a data e apresenta inspirações na ancestralidade de Zélia do Prado, mestra do Recôncavo Baiano, e no cantor angolano Paulo Flores, mestre do semba. As referências ajudam a moldar um repertório com sabor brasileiro.
Novo álbum e reconhecimento
No ano passado, Hamilton ganhou o Grammy de Melhor Álbum de Jazz Latino pelo projeto Hamilton de Holanda Trio – Live in NYC. Antes, já acumulara quatro Grammys Latinos, incluindo prêmios de Melhor Álbum Instrumental.
A trajetória inclui parcerias com nomes mundiais, como Wynton Marsalis e Chick Corea. Em meio à coincidência de reconhecimento, ele também já foi comparado a ícones da guitarra e do jazz norte-americanos pela imprensa.
Trajetória e inovação
Nascido no Rio de Janeiro, mudou-se ainda bebê para Brasília, onde o pai, militar da Marinha, abriu espaço para a música. O avô foi um trompetista que influenciou os primeiros passos de Hamilton, que começou no Clube de Choro de Brasília.
Nos anos 2000, o bandolim de Hamilton ganhou uma nova linguagem: dez cordas, além das oito tradicionais. A inovação permite acordes complexos e a performance solo, expandindo o leque de gêneros explorados, do choro ao baião.
Com essa revolução, o instrumento se tornou comum no Brasil. A prática tem raízes na tradição europeia, mas foi o músico brasileiro quem popularizou o bandolim de dez cordas no cenário nacional.
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