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Minns e grupos judaicos condenam retórica do DJ na abertura Bienal de Sydney

Premier de New South Wales rejeita cortar recursos à Biennale de Sydney após acusações de discurso antissemita de DJ Haram; revisão interna é conduzida

NSW premier Chris Minns has ruled out cutting funds to Sydney’s Biennale arts festival, despite Jewish groups’ anger at lyrics in a performance by a US DJ.
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  • DJ Haram, de Nova York, afirmou durante o show de abertura da Sydney Biennale que existiria um “império Zio-australiano-epsteiniano” responsável por silenciar dissidentes, ligando Israel a Jeffrey Epstein.
  • O premier de New South Wales, Chris Minns, descreveu a fala como “horrível retórica” e “angustiante”, destacando que instituições culturais devem representar toda a comunidade, sem agir como plataforma de ódio.
  • A Sydney Biennale recebe parte de seu financiamento de verbas públicas, com mais de cinquenta por cento vindos de governos federal, estadual e municipal; em dois mil e vinte e quatro, houve financiamento governamental de três milhões, duzentos e setenta e sete mil reais/dólar, dependendo da moeda usada no informe.
  • O ministério de Artes de New South Wales e o governador da causa artística disseram que a Biennale está em revisão interna e que a instituição deve esclarecer como recebeu aplausos de judias e como fará os públicos se sentirem bem-vindos.
  • Líderes de comunidades judaicas e organizações de defesa condenaram as declarações como antissemitas e pediram respostas e ações da Biennale, citando o impacto na coesão social e no recebimento de financiamentos futuros.

O premier de Nova Gales do Sul não cogitará cortar o financiamento ao Sydney Biennale após críticas de grupos judaicos sobre a linguagem usada pela DJ Muzeyyen, conhecida como DJ Haram, na noite de abertura no White Bay Power Station, em Sydney. Segundo autoridades, a obra buscava expressar solidariedade à resistência palestina e criticava a “complacência global” com o que descrevem como genocídio em Gaza.

A controvérsia gira em torno de um trecho da apresentação em que Muzeyyen citou uma suposta aliança “zio-aussie Epstein” como responsável por silenciar dissidências, o que muitos apontam como repetição de estereótipos antissemíticos. A apresentação também incluiu referências a mártires e ao apoio a Gaza, com cânticos polêmicos.

Chris Minns, governador de NSW, descreveu o conteúdo como rhetoric horrível e perturbador, remarkando o episódio ocorrera após o ataque a Bondi Beach no Hanukkah. Minns afirmou que o governo não pretende revisar o financiamento do Biennale e enfatizou que instituições culturais devem representar todos os membros da comunidade e não servir de palco para ódio.

O ministro da Cultura de NSW, John Graham, classificou as falas como inflamatórias e incorretas, e pediu que o Biennale explique como tornará o público judeu mais acolhedor diante das declarações. O gabinete dele informou ter mantido contatos com a organização, sem detalhar.

O atual executivo do Biennale, liderado pela CEO Barbara Moore, pela presidente do conselho Kate Mills e pela diretora artística Hoor Al Qasimi, confirmou que está apurando as falas de Muzeyyen em uma revisão interna. A instituição informou que o objetivo é manter o discurso público dentro de um código de conduta e legalidade.

Representantes da comunidade judaica, como o presidente da NSW Jewish Board of Deputies, afirmaram que a instituição precisa responder sobre como permitiu que o festival virasse palco de ódio. O porta-voz da Executvie Council of Australian Jewry criticou a situação, dizendo que a apresentação chamou atenção para a falta de apoio financeiro.

O Special Envoy to Combat Antisemitism afirmou que as falas foram perturbadoras para membros da comunidade judaica e que a Biennale tem obrigação de avaliar impactos sociais. A organização informou que não comentaria a revisão interna neste momento, reiterando seu compromisso com inclusão e com um espaço público acolhedor.

Segundo reportagem, mais de 50% do financiamento do Biennale vem de subsídios federais, estaduais e municipais. Em 2024, a instituição recebeu cerca de 3,2 milhões de dólares em recursos governamentais. A Biennale afirmou que a divulgação das ações é pautada pela legalidade e pelo convívio democrático entre públicos diversos.

A cobertura ressalta que o debate ocorre em meio a um momento de tensão regional, com organizações internacionais destacando preocupações sobre violência e direitos humanos em Gaza. Diversas vozes públicas pedem medidas claras para evitar que eventos culturais degrinem a convivência entre comunidades.

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