- Em 2008, após uma limpeza de ouvido, surgiu zumbido na orelha esquerda e a condição piorou com o tempo.
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- A consulta com um otorrinolaringologista confirmou perda auditiva degenerativa na orelha esquerda, com risco de surdez total ou necessidade de cirurgia; a relação com a syringing foi considerada coincidência por alguns médicos.
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- Um segundo parecer comprovou perda significativa na orelha esquerda; a orelha direita ficou saudável, e orientaram aceitar as limitações.
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- Formou‑se em 2009 e, embora tenha parado de tocar saxofone, criou a revista online Ramona, atuando na escrita, edição e mentoria de jovens criativos.
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- Hoje consegue aproveitar a música como espectadora, usa protetores auriculares em shows e busca apoiar artistas locais, reconhecendo que a syringing não é mais recomendada.
Aos 21 anos, um sonho de vida ligado à música ganhou um novo rumo após um incidente relacionado a uma limpeza de ouvido. Em 2008, depois de drenagem com antibióticos, surgiu um zumbido estático no ouvido esquerdo que não desapareceu. A situação se agravou rapidamente.
Ao buscar atendimento, a médica encaminhou para um otorrinolaringologista. A espera de seis semanas ocorreu enquanto o mundo da música que antes encantava se tornava intolerável: o saxofone causava desconforto e o ouvido esquerdo ouvia apenas ruídos distorcidos.
Diagnóstico e desdobramentos
Em Melbourne, na Victorian College of the Arts, o diagnóstico confirmou perda auditiva degenerativa. O médico disse que isso poderia evoluir para surdez ou exigir cirurgia, mas descartou a relação com a syringing. Um segundo parecer, mais detalhado, indicou prejuízo significativo na orelha esquerda e corroborou a possibilidade de causa relacionada ao procedimento.
Apesar dos conselhos médicos, o futuro musical foi colocado em suspenso. A conclusão foi manter o direito auditivo, apesar do tinnitus e da severa alteração na audição da orelha esquerda. A formação continuou, mas a prática musical quase desapareceu, com o saxofone apático diante da nova realidade.
Nova fase de vida
Entre 2009 e os anos seguintes, o indivíduo passou a se dedicar à escrita, criando uma revista online. Mesmo com desconforto no ouvido, manteve o interesse por entrevistas e pela cena musical, desde que protegido com proteção auricular. A experiência mudou a forma de apreciar música, sem deixar de reconhecer seu valor.
Atualização e aprendizados
A prática clínica evoluiu: a syringing deixou de ser recomendada devido aos riscos. O tinnitus passou a funcionar como indicador de estresse. Uma observação prática surrogate é a possibilidade de descanso com o ouvido saudável apoiado enquanto o ouvido débil fica para cima, útil para cochilos em situações de cansaço.
Situação atual e perspectiva
Em 2023, mantendo proteção, a pessoa assistiu a shows em Melbourne com a família, sem ressentimento pelos artistas. Em 2024, destacou a importância de evitar procedimentos que possam comprometer a audição, ressaltando a mudança de foco para sentir música como público.
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