- Lola Young ensaia no Crypto.com Arena, em Los Angeles, minutos antes de performar no Grammy como parte do medley de Best New Artist, ajustando detalhes do show com a equipe.
- Em 2025, a cantora viveu um ano intenso e turbulento: combate à dependência de cocaína, recuperação com coach de sobriedade e, no meio do caminho, lançou o terceiro álbum, I’m Only F**king Myself, em setembro.
- Em setembro, acidente no festival All Things Go gerou clipe viral e críticas on-line; a artista entrou em tratamento e ficou dois meses afastada, com apoio de fãs e colegas.
- Após a crise, optou por uma recuperação mais holística, com terapia, participação em reuniões de AA e um retorno mais gradual ao trabalho, defendendo tempo de pausa e cuidado com a saúde mental.
- No Grammy, Lola venceu o prêmio de Melhor Performance Pop Solo por Messy, seguindo em estúdio com James Blake e Mustard para novos trabalhos, incluindo a faixa Room for Your Love escrita para as suas irmãs.
Lola Young passou por um período turbulento na vida profissional e pessoal. Em Los Angeles, no Crypto.com Arena, ela ensaia diante de um piano, pouco tempo antes de se apresentar no Grammy Awards, em meio a uma recuperação de saúde mental e de dependência química. A preparação ocorre na esteira de quedas públicas e de uma trajetória de reabilitação.
A cantora, de 25 anos, enfrentou altos e baixos em 2025, com turnês internacionais e turnos de promoções intensos. Durante o ano, trabalhou com um coach de sobriedade e articulou uma volta gradual à cena musical, gravando o terceiro álbum e participando de eventos de divulgação. Em setembro, sofreu um incidente durante show que gerou coberturas rápidas nas redes.
Em setembro, durante o All Things Go Festival, houve uma queda durante a performance de Conceited. A repercussão online foi imediata, com vídeos que geraram debates sobre pressão da indústria. Uma semana depois, Young comunicou que faria uma pausa, fez tratamento e ficou afastada por dois meses sem acesso à mídia social.
Recuperação e apoio
Ao retornar, a artista optou por um modelo de recuperação centrado em terapia e psicologia, em vez de apenas tratar a dependência. Desde então, participa de reuniões de AA e mantém um patrocinador. O time de apoio destacou a importância de desacelerar a agenda e priorizar a saúde.
A relação com a equipe de gestão também aparece em destaque. O gerente Nick Shymansky permanece ao lado de Young e nega culpas sobre supostos abusos de agenda. A cantora afirma que a responsabilidade é compartilhada e que pausas foram decisões necessárias para a saúde a longo prazo.
Retorno aos palcos e reconhecimento
Nas atividades pré-Grammy, Young reforçou seu retorno com ensaios que imitam a apresentação do evento, incluindo a versão de Messy ao piano. Três dias depois, já em clima de premiação, ela subiu ao palco e recebeu aplausos da plateia, consolidando o retorno ao formato de show.
No evento, Charli XCX anunciou Young como vencedora de Melhor performance solo pop por Messy, diante de concorrentes como Justin Bieber e Lady Gaga. A artista celebrou rapidamente de forma espontânea, expressando gratidão à equipe e à família, sem discurso elaborado.
Futuro e próximo trabalho
Após o Grammy, Young manteve a agenda ativa em estúdio, trabalhando com nomes como James Blake e Mustard. Em andamento, há um novo material que, segundo ela, tende a explorar sonoridades mais minimalistas e uma atmosfera positiva com acolhimento emocional.
Entre as faixas já concluídas, destaca-se Room for Your Love, dedicada às duas irmãs mais novas. A letra enfatiza a importância de escolher quem entra na vida e reservar espaço para si. A artista pretende manter o foco em composições que conectem com o público sem abrir mão da verdade pessoal.
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