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Festival de Edimburgo explora criatividade e crueldade dos EUA, diz diretor

Festival de Edimburgo amplia programação de jazz e óperas, destacando parcerias que exploram a criatividade dos EUA e sua crueldade e hipocrisia

Gustavo Dudamel, centre, seen here in 2019, will conduct Los Angeles Philharmonic at the festival for one of the last times before he steps down.
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  • O Edinburgh international festival deste ano apresentará arte americana que celebra a criatividade e a energia dos EUA, ao mesmo tempo em que expõe crueldade e hipocrisia, conforme afirmou a diretora Nicola Benedetti.
  • Em agosto, o festival comemora o 250º aniversário da Declaração de Independência sob o tema All Rise, com a abertura de um show de 200 intérpretes escrito para a Jazz at Lincoln Centre Orchestra, dirigido por Wynton Marsalis, marido de Benedetti.
  • Entre os destaques, há colaboração mundial entre a pianista Yuja Wang e Marsalis, a São Francisco Ballet pela primeira vez em Edimburgo em 20 anos com peça sobre inteligência artificial, e as últimas apresentações da Orquestra Filarmônica de Los Angeles antes da saída de seu maestro Gustavo Dudamel, além de produções sobre a crise de AIDS, lynchings e o Clown Show.
  • O cartel traz cinco estreias mundiais ou obras encomendadas, incluindo residência da Berlin Philharmonic, a estreia britânica de A Masked Ball — versão atualizada de Verdi —, além de The Galloping Cure, ópera escocesa sobre a crise dos opioides; Mozart Don Giovanni e Elektra também integram a programação de companhias locais.
  • A programação paralela inclui a maior mostra de jazz já realizada, com Black, Brown and Beige de Duke Ellington; a primeira exposição overseas do Legacy Museum sobre escravidão transatlântica; e uma produção conjunta que celebra a cultura musical com Hespèrion XXI em A Sea of Music.

O Edinburgh International Festival desta edição vai apresentar arte vinda dos EUA que celebra a criatividade e a energia do país, ao mesmo tempo em que expõe crueldade e hipocrisia. A diretora do festival, a violinista premiada com o Grammy Nicola Benedetti, afirma que o momento político atual torna esses temas ainda mais importantes. O festival ocorre em agosto e marca o 250º aniversário da Declaração de Independência dos EUA, sob o tema All Rise.

A programação destaca a maior mostra de jazz já realizada no festival, aliada a óperas de grande escala e música tradicional escocesa. Entre as novidades, está uma colaboração mundial entre a pianista Yuja Wang e a Orquestra Jazz at Lincoln Center, dirigida por Wynton Marsalis, marido de Benedetti, além de estreias globais e obras encomendadas. A São Francisco Ballet fará sua primeira apresentação em Edimburgo em 20 anos, abordando inteligência artificial.

Entre as atrações internacionais estão a última apresentação da Los Angeles Philharmonic antes da saída de seu maestro Gustavo Dudamel, produções teatrais sobre a crise da Aids e linchagens raciais, e o espetáculo Clown Show, que retrata a América contemporânea como um circo em colapso. O festival também apresenta a maior programação de jazz já realizada, com obras como a sinfonia Black, Brown and Beige de Duke Ellington.

O programa inclui cinco estreias mundiais e oito encomendas especiais, além de uma residência da Berlin Philharmonic. O festival reforça a ideia de ser o único palco britânico com operações de ópera completa de companhias estrangeiras neste período, incluindo a estreia britânica da versão atualizada de A Masked Ball, do Verdi, sediada no Boston durante a Gilded Age. Há ainda The Galloping Cure, ópera mundial que investiga a crise dos opioides, criado pela Scottish Opera, e apresentações de Don Giovanni e Elektra por companhias escocesas.

Destaques adicionais abrangem uma exposição internacional de colaboração com o Legacy Museum, em Alabama, que analisa a escravidão transatlântica, além de uma produção suíço-catalã-mexicana em homenagem aos milhões de pessoas escravizadas, com o conjunto Hespèrion XXI. Marsalis, aos 64 anos, deixa a direção do Jazz at Lincoln Center em 2027 e comenta, sem tom político partidarista, que crises históricas de violência racial ocorrem em diversos países, não apenas nos EUA.

Entre as presenças internacionais também está a Orquestra Sinfônica de Montreal apresentando a trilogia The Song of Hiawatha, de Samuel Coleridge-Taylor, em nível completo pela primeira vez, ao lado de Voices of Canada, de Gabriela Ortiz, com obras novas em Mi’kmaq, língua indígena. A parceria canadense inclui ainda um coprodução com o primeiro conjunto de percussão feminino de Ruanda. Nova música contemporânea será explorada por Brìghde Chaimbeul e o Scottish Ensemble, com um encontro de estreias.

A diretora Benedetti sustenta que arte e política devem estar entrelaçadas. Em suas palavras, arte e engajamento cívico se fortalecem mutuamente quando dialogam, ajudando a compreender lutas e avanços sociais. O festival informa que as vendas gerais de ingressos começam ao meio-dia de 26 de março, pelo site officiel do evento.

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