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Roger Clyne celebra 30 anos dos Refreshments e o álbum Fizzy Fuzzy Big & Buzzy

Roger Clyne celebra três décadas de desert rock com o novo álbum Hell to Breakfast, refletindo sobre o legado de Fizzy Fuzzy Big & Buzzy e a carreira independente

Roger Clyne and the Refreshments in 1995, one year before they dropped their cult fave 'Fizzy Fuzzy Big & Buzzy.'
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  • Roger Clyne lança o álbum Hell to Breakfast com a banda The Peacemakers, seu nono disco de estúdio e o primeiro desde Native Heart (2017).
  • Ao mesmo tempo, ele celebra os 30 anos de Fizzy Fuzzy Big & Buzzy, lançado em 1996; a festa do 30º aniversário acontece em 14 de março no Yucca Tap Room, em Tempe.
  • O disco foi, em grande parte, auto produzido; Clyne escreveu nove das dez faixas, coescreveu uma com Miles Nielsen, e Shelby Stone participa em Getaway.
  • A formação atual da banda é Roger Clyne (vocal/guitarra), P. H. Naffah (bateria), Nick Scropos (baixo) e Jim Dalton (guitarra).
  • Clyne segue na trajetória independente e planeja uma extensa turnê em 2026 para promover Hell to Breakfast; não define um prazo para próximos lançamentos.

Roger Clyne celebra 30 anos da história que começou com os Refreshments e lança o álbum Hell to Breakfast com a banda The Peacemakers. O retrato inclui o impacto do grupo, o contexto do deserto de Arizona e a sua ligação com a fronteira mexicana.

Nos anos 90, os Refreshments ganharam destaque em Tempe, Arizona, com hits como Banditos e a faixa instrumental Yahoos and Triangles. O conjunto se separou em 1998, dando origem ao projeto Roger Clyne & the Peacemakers, hoje premiado pela continuidade musical.

O novo álbum Hell to Breakfast chega em meio a um hiato de nove anos desde Native Heart. Clyne compõe a maior parte das faixas, com participação de Miles Nielsen em uma faixa e gravação em estúdios do Texas Hill Country. A obra reflete transformações pessoais e políticas.

A formação atual da banda reúne Clyne, P.H. Naffah, Nick Scropos e Jim Dalton, que também dirige a Railbenders. Dalton elogia a dedicação de Clyne às letras e à música, destacando a disciplina do trabalho criativo do colega.

Entre as faixas, destaca-se American Drugs, coescrita com Nielsen, que narra um coração partido em Nogales. Shelby Stone participa de Getaway, duetando com Clyne, concluindo a ideia de círculo entre gerações de artistas ligados ao projeto.

O legado de Clyne é marcado pela integração entre culturas nativas e mexicanas, presente desde o período em que estudava espanhol imerso em Ensenada. A estética sonora mistura o Sonoran Desert com influências regionais, mantendo a identidade independente.

Além da música, Clyne envolve-se em causas públicas. Seu envolvimento na defesa de terras públicas nos EUA ganhou visibilidade após atuação ao lado do filho Rusty, em oposição a propostas de venda de áreas públicas que foram derrotadas no Congresso.

O ecossistema cultural de Clyne inclui o Circus Mexicus, festival anual que ocorre em Puerto Peñasco, no México. A edição deste ano está programada para o final de maio, com lineup em construção, mantendo o evento independente das questões migratórias e de fronteira.

Antes de a música ganhar projeção, Clyne mergulhou em cursos de imersão em espanhol e estudos de ethnografia. O repertório de Ensenada moldou a sonoridade de ambas as fases: Refreshments e Peacemakers, consolidando uma identidade norteada pelo deserto e pela miscigenação cultural.

Para marcar três décadas da estreia de Fizzy Fuzzy Big & Buzzy, os Peacemakers promovem em 14 de março uma festa de 30 anos na área de estacionamento do Yucca Tap Room, em Tempe, onde o álbum original foi lançado. A turnê de 2026 celebra Hell to Breakfast e faz reverência ao legado de Banditos.

Saga de independência segue firme. Clyne evita pressões de gravadoras e mantém a banda na estrada até que Hell to Breakfast alcance quem precisa ouvir. O foco permanece em entregar música que reflita a experiência desértica e a autenticidade de sua geografia.

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