- MITsp, em São Paulo, ocorre entre 6 e 15 de março, com foco maior no texto e relatos em primeira pessoa nas obras estrangeiras.
- Dieudonné Niangouna apresenta Do Lado de Cá, solo que reconstitui a trajetória de um diretor africano perseguido, depois de passagem em MITsp em 2019.
- Histórias da Violência e Quem Matou o Meu Pai, ambos adaptados de livros de Édouard Louis e dirigidos por Thomas Ostermeier, abrem o festival e compõem um díptico.
- A Carta, de Milo Rau, entrelaça vivências de Olga Mouak e Arne De Tremerie com memórias familiares e referências terroristas do teatro e da história.
- Vigiada e Punida aborda o linchamento digital envolvendo a cantora Safia Nolin; Três Estações e Um Corpo, de Mohammed Al Qudwa, encerra a mostra ainda em construção.
O MITsp 11ª edição apresenta cinco dos seis espetáculos internacionais, todos com relatos em primeira pessoa ou baseados em vivências pessoais. A programação ocorre entre 6 e 15 de março, em São Paulo, com foco na palavra encenada e na presença de artistas que contam suas próprias histórias.
A curadoria prioriza textos autorais e dramaturgia que mescla literatura e cena. A falta de recursos levou à ausência de peças da América Latina e da Ásia, mantendo o eixo europeu e canadense na mostra. O diretor artístico Antonio Araújo reforça a ênfase no texto em relação à dança.
Do Lado de Cá
Dieudonné Niangouna estreia, em solo, Do Lado de Cá, usando a trajetória de um diretor perseguido no exílio. O artista, hoje na França, já havia feito uma leitura semelhante em 2019 na MITsp, quando não pôde vir ao Brasil com o elenco.
A Carta
A peça de Milo Rau, A Carta, reúne as memórias de Olga Mouak e Arne De Tremerie e traça um elo entre vivências pessoais e referências teatrais. A encenação dialoga com memórias familiares e figuras históricas do teatro.
História da Violência e Quem Matou o Meu Pai
A dupla de peças baseada em Édouard Louis envolve História da Violência, dirigida por Ostermeier, e Quem Matou o Meu Pai, também dirigida por Ostermeier. O primeiro retrata a agressão sofrida pelo autor em 2012, com foco na violência contra ele e sua irmã.
Vigiada e Punida
Vigiada e Punida, do Canadá, dirigida por Philippe Cyr, investiga o ódio e o linchamento digital enfrentados pela cantora Safia Nolin. O espetáculo musical reproduz comentários online e expõe o impacto dos ataques contra a artista.
Três Estações e Um Corpo
Três Estações e Um Corpo fecha o conjunto internacional. Sob direção de Martha Kiss Perrone, é um trabalho em processo, inspirado na experiência de Mohammed Al Qudwa, Gaza-born escritor que vive em exílio.
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