- O Departamento de Justiça acusa Ticketmaster e a empresa-mãe Live Nation de abuso de poder e monopólio nos mercados de ingressos de grandes shows, buscando reparação para fãs e possível divisão das empresas.
- A Justiça afirma que a Ticketmaster fica, em média, $7,58 de cada ingresso vendido para eventos em grandes venues, conforme apresentado em tribunal.
- A ação envolve New York e outros 38 estados, mais Washington, D. C., alegando que fãs teriam pago entre $1,56 e $1,72 a mais por ingressos.
- A defesa sustenta que a Ticketmaster representa cerca de 5% do total arrecadado com ingressos e que não há monopólio, citando competição acirrada no setor.
- Testemunhas previstas incluem o cantor Kid Rock, Ben Lovett (Mumford & Sons), executivos de empresas rivais e venues como o Madison Square Garden; o caso foi ajuizado em 2024.
O Departamento de Justiça dos EUA, acompanhado por procuradores-gerais de Nova York e de 38 estados, abriu um julgamento em Manhattan contra Ticketmaster e sua empresa-mãe, Live Nation. A ação acusa abuso de poder de mercado para sustentar monopólios no setor de ingressos para shows.
O DoJ afirma que a Ticketmaster retém uma média de US$ 7,58 em taxas por ingresso vendido para eventos em grandes arenas, atuando como intermediária dominante. A estimativa baseia-se em declarações de um perito apresentada durante a audiência.
Segundo a acusação, a prática de contratos exclusivos com grandes venues favorece a dominação de mercado, prejudicando artistas, casas de show e fãs. O processo foi movido em 2024 e envolve dezenas de estados.
A defesa sustenta que a Ticketmaster responde a uma competição acirrada, com a empresa cobrando cerca de 5% do preço do ingresso. A Live Nation afirma que não é monopólio e que cada cliente representa desafio competitivo.
Testemunhos esperados e temas do julgamento
Testemunhas incluem o músico Kid Rock e Ben Lovett, do Mumford & Sons, além de executivos de empresas rivais e de venues como o Madison Square Garden. O objetivo é esclarecer práticas de exclusividade de contratos.
A Justiça também analisa denúncias de que a empresa força artistas a utilizarem seus serviços de promoção para shows em arenas próprias. Separate processo da FTC acusa abusive resellers de burlar regras.
O tribunal manteve o andamento do caso após recusa de pausa para recurso pela Live Nation. A decisão ocorreu apesar de cortes em várias alegações feitas no início do processo.
Entre na conversa da comunidade