- Protests no Irã começaram em 28 de dezembro de 2025 e, até fevereiro de 2026, o país vivia confrontos intensos entre o regime e a população, com dezenas de milhares de mortos estimados.
- O líder supremo, Ayatollah Ali Khamenei, ordenou ações que resultaram em violência generalizada, inclusive ataques de forças oficiais contra civis e hospitais; houve queda de acesso à internet e censura.
- Poucos figos culturais se pronunciaram publicamente de forma maciça; entre quem apoiou estão Dua Lipa, Yungblud, U2 e Boy George, enquanto outros emissores de mensagens de apoio ganharam destaque.
- A música exerceu papel de memorial e mobilização: Shervin Hajipour criou o hino “Baraye” e ganhou o Grammy de Melhor Canção Social em 2023; artistas como Toomaj Salehi enfrentaram prisão e, em muitos casos, morte.
- O contexto histórico aponta para uma era de prosperidade cultural no Irã antes da revolução de 1979, com uma diáspora musical ativa e iniciativas internacionais de apoio à cena artística iraniana.
Two meses antes de uma ofensiva coordenada entre Israel e EUA, proliferaram imagens perturbadoras associadas aos protestos contra o regime iraniano, deflagrados em 28 de dezembro de 2025. Em 28 de fevereiro de 2026, o líder supremo Ayatollah Ali Khamenei ordenou ações que resultaram em agressões contra manifestantes, com o país entrando em conflito militar.
Na capital Teerã, multidões já haviam volumes de protesto, enfrentando uma repressão que ganhou força nos últimos dias. As imagens de corpos, denúncias de prisões e bloqueios de internet sinalizam uma escalada dramática na repressão estatal, com danos à população civil e relatos de violência generalizada.
Musicos e figuras culturais aparecem como testemunhas e catalisadores, ainda que tenha havido pouca mobilização pública de peso no setor artístico. Entre os poucos que se posicionaram publicamente estão artistas internacionais, mas a reação de músicos iranianos locais ganhou menos visibilidade na comparação com a magnitude do conflito.
Contexto cultural
Antes da Revolução Islâmica, a economia iraniana figurava entre as maiores do mundo, com forte presença de artes, cinema e música. A produção cultural floresceu, gerando ligação entre artistas iranianos e o mundo, e conectando identidades diversas em uma cena criativa vibrante.
No entanto, a gestão política atual impõe censuras e restrições. Profissionais da música têm atuado de forma arriscada, com alguns envolvimento em projetos de resistência musical que buscam manter a memória e a resistência cultural diante da repressão.
Influência internacional e violência estatal
Artistas fora do Irã deram voz à situação, promovendo ações de solidariedade e composições temáticas. A repressão envolvendo prisões, execuções e violência contra pacientes em hospitais, bem como o uso de acusações amplas para silenciar dissidência, é relatada por testemunhas, pesquisadores e jornalistas.
A comunicação entre o interior do país e a diáspora se manteve por meio de redes sociais, que funcionam como canal de divulgação de informações e de expressão de apoio. Organizações e empresários da indústria musical têm atuado para atrair atenção internacional e pressionar por mudanças, sem obter uma solução rápida.
Vozes da diáspora e caminhos da resistência
Pessoas ligadas à indústria musical, tanto no Irã quanto na emigração, ressaltam a importância da arte como forma de resistência. Projetos coletivos e iniciativas de colaboração entre artistas têm buscado manter relações culturais, preservar o legado musical iraniano e apoiar quem vive sob o regime.
Entre as figuras em destaque, artistas da diáspora destacam o papel da música na conscientização global sobre a situação iraniana. Mesmo diante de restrições severas, a produção cultural continua como memória, testemunho e forma de fomentar a solidariedade internacional.
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