- Paul McCartney revisita a fase final dos Beatles no documentário “Man on the Run”, que chega à Prime Video em vingt e sete de fevereiro.
- Ele defende a sua decisão de processar The Beatles para tentar salvar a gestão da banda, diante de Allan Klein, apoiado por John Lennon, Ringo Starr e George Harrison.
- McCartney temia que Klein, caso assumisse, engolisse a fortuna dos Beatles e decidiu processá-lo para dissolver juridicamente o negócio antes que piorasse.
- Em mil novecentos setenta, McCartney processou os colegas por questões financeiras; em mil novecentos setenta e três, os demais também acionaram Klein.
- O músico comenta o eventual momento de ressentimento “f—k you, John” ao relembrar canções como “Yesterday”, “Let It Be” e “The Long and Winding Road” e afirma que John Lennon contribuiu para a separação.
Paul McCartney revisita um dos capítulos mais contenciosos da história dos Beatles no documentário Man on the Run, que exibe em Prime Video. O filme aborda a decisão de processar a própria banda para desfazer a sociedade com o empresário Allen Klein, alvo de críticas entre os integrantes.
O ex-Beatle afirma ter recusado a ideia de contratar Klein, apoiado por John Lennon, Ringo Starr e George Harrison, por temer que a gestão de Klein comprometesse o patrimônio da banda. Segundo McCartney, ele optou por entrar com ação para evitar que a fortuna dos Beatles fosse perdida.
No relato, McCartney revela ter enfrentado resistência interna e o receio de desagradar fãs e colegas. O objetivo da ação não era dissolver musicalmente o grupo, mas dissolver juridicamente a empresa em meio a tensões com Klein.
Contexto da crise que antecedeu a separação também é destacado. A morte do gerente original, Brian Epstein, intensificou a disputa interna sobre quem deveria dirigir os negócios. Klein era visto por parte do grupo como uma ameaça à independência financeira.
O documentário descreve a consequência da batalha legal: ao longo dos anos 70, Lennon, Harrison e Starr também moveram ações contra Klein por conduta financeira duvidosa, levando finalmente à ruptura com o empresário. McCartney sustenta que a separação ocorreu de forma impulsionada por debates sobre gestão.
McCartney relembra a relação com Lennon desde a juventude em Liverpool, destacando uma amizade que resistiu a confrontos. O longa acrescenta memórias do período de Beatlemania e da transição até a criação da Wings, banda que surgiu após o fim da parceria com os Beatles.
O filme também aborda a tensão entre os ex-membros e o impacto público das escolhas de 1970. O material de arquivo e as entrevistas contrastam a percepção de que John Lennon ter contribuído para o fim do grupo, com a defesa de McCartney de que houve uma série de fatores jurídicos e empresariais envolvidos.
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