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Compositora francesa Éliane Radigue morre aos 94 anos

Radigue, pioneira da musique concrète, morre aos 94 anos; redefiniu o uso do sintetizador com obras meditativas e drones que marcaram décadas

Eliane Radigue in 2014.
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  • A compositora francesa Éliane Radigue, pioneira da musique concrète, morreu aos 94 anos.
  • Radigue nasceu em Paris, em 1932, e começou estudando piano antes de se envolver com as composições eletroacústicas dos anos 1950.
  • Ela trabalhou como assistente de Pierre Schaeffer e passou a editar fitas, abrindo caminho para sua abordagem de som manipulatedo por corte, colagem e atraso.
  • Na década de setenta, a synth ARP 2500 definiu grande parte de sua obra, incluindo o uso de feedback e hiss de fita para criar paisagens sonoras meditativas na série Occam Ocean.
  • Sua abordagem influenciou compositores como Philip Glass e Steve Reich, e a INA GRM publicou homenagem nas redes sociais, destacando sua visão e liberdade criativa.

A artista francesa Éliane Radigue, pioneira da musique concrète, morreu aos 94 anos. A notícia foi anunciada pelo INA GRM, centro parisiense de música experimental, que descreveu a falecida como uma figura central na criação musical.

Radigue nasceu em Paris em 1932 e iniciou o estudo da música ainda criança, com foco no piano. A descoberta das composições electroacústicas de Pierre Schaeffer, nos anos 1950, definiu seu rumo e levou a atuar como assistente do próprio Schaeffer, aprendendo na prática.

Na década de 1970, a sintetizador tornou-se instrumento-chave em sua obra, especialmente o ARP 2500, que ajudou a moldar sua música meditativa, com uso de feedback e ruído de fita. Sua produção influenciou compositores de fora da França, incluindo nomes dos Estados Unidos.

Radigue ficou conhecida por sua série Occam Ocean, em que criou drones sonoros inspirados pela imensidão do mar e pela busca de serenidade frente à agitação da vida contemporânea. A obra foi realizada em colaboração com músicos solo e conjuntos, ampliando o alcance de sua abordagem sonora.

Legado e obra

O modo de trabalhar de Radigue, marcado pela paciência e pela exploração de timbres, consolidou um caminho único na música eletrônica. A comunidade musical expressou pesar pela perda, lembrando sua visão, liberdade e contribuição à prática do som.

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