- Willie Colón, ícone da salsa e produtor, morreu no dia 21 de fevereiro aos 72 anos, em Nova York, conforme reportagem da imprensa especializada.
- Sua trajetória ajudou a moldar a salsa dos anos setenta, com parcerias marcantes com Héctor Lavoe e Rubén Blades, além de produzir artistas como Celia Cruz.
- Colón abriu espaço para fusões e experimentos, indo da salsa dura a estilos mais suaves, mantendo o trombone como elemento definidor.
- O tributo traz uma lista de dez faixas que mostram o alcance do artista, incluindo colaborações com Lavoe e Blades, além de trabalhos solo.
- O legado de Colón inclui mais de quarenta álbuns e uma influência duradoura na evolução da salsa, de Nova York ao Caribe.
Willie Colón, ícone da salsa, morreu no sábado aos 72 anos. A notícia marca o fim de uma carreira que ultrapassou 40 álbuns, moldando o som que definia o gênero. O falecimento ocorreu em Nova York, cidade onde construíu grande parte de sua trajetória.
Nascido no Brooklyn, Colón emergiu ao lado de Héctor Lavoe e Rubén Blades. Sua música uniu roots afro-caribenhos a experimentações urbanas, abrindo espaço para fusões com rock, funk e orquestrações. Ao longo dos anos, enfrentou mudanças no cenário da salsa, mantendo uma linguagem ambiciosa e comercialmente viável.
Ao longo de décadas, criou um repertório que influenciou artistas e produtores. Entre trabalhos com Lavoe, Blades e Celia Cruz, destacou-se pela produção e pela condução de clássicos que atravessaram gerações. Em vida, realizou mais de 40 gravações, consolidando-se como referência do gênero.
Legado de Willie Colón: faixa a faixa
Che Che Colé
A faixa inaugura terreno inexplorado ao adaptar uma canção infantil de Gana para o cenário urbano. A presença de Lavoe intensifica a performance de Colón, criando um marco de ousadia na salsa.
La Murga
Integrante do álbum Asalto Navideño, a faixa contou com Yomo Toro no cuatro. A energia vibrante e os trombones criaram uma narrativa contagiante, associada a uma vibração folclórica.
Cua Cua Ra, Cua Cua
Nova fase em parceria com Lavoe, Blades e Toro, com incursões cosmopolitas. A interpretação de Colón em Baden Powell traz leveza e malícia na leitura de um tema instrumental.
Periódico de Ayer
Produção imprescindível para o som progressivo do final dos anos 70. Colón investiu em uma seção de cordas, criando diálogo entre strings e metais para dar densidade emocional.
Pedro Navaja
Com Rubén Blades, a faixa tornou-se hino da era. Colón cria uma moldura de trombone que emoldura referências literárias, com humor existencial no texto de Blades.
Oh Que Será?
Após o rompimento com Lavoe, Colón mergulha no que viria a ser salsa romántica. Versões grandiosas de coros femininos e uma orquestração de cordas reforçam a inovação sonora.
Gitana
Versão que aproxima o músico do pop latino, com arranjos dramáticos de flauta e violino. O groove firme mantém o clave estável, mesmo em tonalidade mais teatral.
El Gran Varón
Composição de Omar Alfanno, explorada em um arranjo de salsa sinfônica. Aborda temas sociais como transfobia e AIDS, mantendo qualidade poética e musical.
Idilio
Dueto com Andy Montañez confirma a maturidade da personalidade artística de Colón. A faixa transita entre salsa melódica e ritmo acelerado, com foco na tromboneada.
Talento de Televisión
Em Tras La Tormenta, parceria com Blades não teve continuidade ideal, mas resultou em uma faixa divertida. A leitura de Colón privilegia grooves rápidos e humor afiado.
Entre na conversa da comunidade