- A Acadêmicos de Niterói terminou na 12ª colocação no Grupo Especial com 264,6 pontos e voltará à Série Ouro em 2026.
- A vencedora foi a Unidos do Viradouro, com 270 pontos.
- Contando com mais de uma dezena de apoiadores, bolsonaristas comemoraram o rebaixamento, com falas de Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Nikolas Ferreira, Sergio Moro, Rogério Marinho, Sóstenes Cavalcante, Filipe Barros e Carlos Jordy.
- O enredo, que prestava homenagem a Lula, teve críticas a Bolsonaro e rendeu notas baixas, com apenas duas notas dez no quesito samba-enredo.
- A escola afirmou ter sido alvo de perseguições durante a preparação e, após o rebaixamento, agradeceu a participação da comunidade, destacando que “a arte não é para os covardes”.
A Acadêmicos de Niterói, escola de samba do Rio de Janeiro, encerrou a apuração nesta quarta-feira, 18, na 12ª posição do Grupo Especial. O desfile ocorreu na Sapucaí e o enredo homenageou o presidente Lula, resultando na queda para o Grupo de Acesso.
A apuração apontou 264,6 pontos para a agremiação, que volta à Série Ouro em 2026. A campeã do Carnaval carioca foi a Unidos do Viradouro, com 270 pontos, conforme o placar divulgado ao fim do processo.
Reações políticas vieram de aliados da esquerda e da direita. Pré-candidato Flávio Bolsonaro classificou o enredo como prejudicial; Carlos Bolsonaro chamou o resultado de derrota humilhante. O senador Sergio Moro e o deputado Nikolas Ferreira também comentaram a derrota de forma crítica ao governo, impulsionando uma leitura de repercussão nacional.
Detalhes do enredo e da atuação na avenida
A Acadêmicos de Niterói levou para a avenida o enredo Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil, assinado pelo carnavalesco Tiago Martins. Alegorias retrataram o presidente e sua trajetória, com críticas a Bolsonaro em uma das peças, incluindo uma referência a um personagem de nome popular associado a memes políticos.
A escola obteve pouquíssimas notas dez nos nove quesitos, com apenas duas notas máximas no critério samba-enredo. Em outra alegoria, ocorreu a representação de Bolsonaro como um personagem retratado atrás das grades.
Antes da apuração, a direção da escola afirmou ter enfrentado perseguições durante a preparação para o Carnaval em função do enredo. Após o rebaixamento, a agremiação publicou nas redes sociais uma mensagem de agradecimento à comunidade, destacando que a arte não é para os covardes.
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