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Carnaval: espaço de festa e reflexão cultural e política

Discurso anti-hegemônico no Carnaval atua como espaço de reflexão política e resistência cultural, influenciando narrativas sociais, segundo Bruna Tavares

Foto: RioTur
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  • O Carnaval é visto como espaço de festa, mas também de reflexão cultural e política, segundo a socióloga Bruna Tavares.
  • Em artigo na revista Educação Popular, Tavares analisa discursos carnavalescos como instrumentos contra-hegemônicos.
  • Leandro Vieira é destacado como observador e intelectual da manifestação popular, com destaque para a construção cênica a partir dos enredos.
  • O enredo História para Ninar Gente Grande, da Mangueira em 2019, é citado como exemplo de diálogo entre fantasia e realidade social, sendo considerado canto de resistência e samba da Marielle.

O Carnaval não é apenas festa; é também espaço de reflexão cultural e política. A leitura é de Bruna Tavares, mestre em Sociologia Política pela Universidade Estadual do Norte Fluminense, que analisa discursos carnavalescos sob o viés contra-hegemônico.

Segundo a pesquisadora, o Carnaval funciona como campo privilegiado para a atuação intelectual, cultural e política, mesmo em um contexto socioeconômico conservador. Enredos progressistas surgem com ousadia e influência entre profissionais ligados à festa.

O estudo, apresentado em artigo da revista Educação Popular, da UF Safety? Não, da Universidade Federal de Uberlândia, observa que o tema vai além das escolas de samba e também alcança blocos de rua que dialogam com memórias históricas e identidades marginalizadas.

Contexto e protagonistas

Leandro Vieira é destacado como observador central da manifestação popular. O carnavalesco da Imperatriz Leopoldinense nasceu no subúrbio do Rio de Janeiro e formou-se em Pintura pela UFRJ, contribuindo com a construção de elementos cênicos a partir dos enredos.

Conduzido por Vieira, o enredo História para Ninar Gente Grande, da Mangueira em 2019, é apontado como exemplo de diálogo simbólico com a realidade social, interpretado pela pesquisadora como resistência e referência ao caso Marielle Franco.

Bruna Tavares afirma que a cultura popular pode funcionar como instrumento de denúncia e resistência. Para ela, a apresentação de uma escola de samba propõe uma nova narrativa estética e discursiva para pensar a sociedade.

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