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Descubra qual foi o primeiro bloco de Carnaval do Brasil

Origem do primeiro bloco brasileiro é contestada, com candidaturas entre 1855 e 1918, e marco dos trios elétricos em Salvador nos anos 1950

Grupo Carnavalesco Barra Funda, em 1915, logo após sua fundação, em Pirapora do Bom Jesus, local de peregrinação religiosa dos membros dos cordões paulistanos no início do século 20.
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  • O Carnaval brasileiro tem raízes no Entrudo, festa portuguesa anterior à Quaresma, registrada no século XVI em Pernambuco.
  • Até o início do século XX, houve várias denominações para grupos carnavalescos (cordões, blocos, ranchos, clubes), e o termo “bloco” ganhou popularidade a partir de 1906.
  • Entre os possíveis primeiros blocos estão o Congresso das Sumidades Carnavalescas (1855), o Bloco dos Trepadores do Engenho (1906), o Grupo Carnavalesco Barra Funda (1914) e o Cordão da Bola Preta (1918).
  • O Carnaval passou a ganhar forma com influências de bailes de máscara franceses no século XIX e, em 1899, a marcha Abre Alas, de Chiquinha Gonzaga, precursor da marchinha.
  • O samba surge popularmente a partir de 1917 com Pelo Telefone; as escolas de samba começam a se consolidar na década de 1920, com desfiles regulamentados a partir de 1933, e o trio elétrico surge em Salvador em 1950.

A história dos blocos de Carnaval no Brasil é complexa e envolve diversas tradições que antecedem o formato atual. Do Entrudo às marchinhas, passando pelos bailes franceses e pela origem dos cordões rurais, o caminho até as escolas de samba foi gradual e multifacetado.

Não há consenso sobre qual foi o primeiro bloco do país. O conceito de “bloco” só ganhou expressão a partir de 1906, período de reorganização política e social no Brasil. Pesquisas apontam múltiplos candidatos que disputam esse título ainda hoje.

Entre as possibilidades, destacam-se eventos ocorridos entre 1855 e início do século XX. Há registros de reuniões de sociedades carnavalescas, com diferentes nomenclaturas, que desfilavam pelas ruas e abriam caminho para a organização de blocos, cordões e ranchos.

O surgimento do Carnaval moderno envolve influências diversas. No século 19, a festa incorporou bailes de máscara trazidos pela Missão Francesa e, ao longo das décadas, consolidou ritmos como a marcha, o samba e o frevo, além de personagens tradicionais como Rei Momo.

A marcha Abre Alas, criada em 1899 por Chiquinha Gonzaga para o cordão Rosa de Ouro, é apontada como marco da emergência da marchinha, gênero musical que moldou o Carnaval brasileiro nas primeiras décadas do século 20. O samba vem em seguida, ganhando força a partir de 1917 com Pelo Telefone.

No Nordeste, Bahia e Pernambuco deram origem a ritmos como o axé, o afoxé e o frevo, que se misturaram ao vocabulário carnavalesco local. As primeiras escolas de samba surgiram na década de 1920, com regulamentação oficial nos anos 1930 durante a Era Vargas.

O trio elétrico, criado em Salvador no início dos anos 1950, tornou-se símbolo de uma nova forma de desfile. Dodô e Osmar adaptaram instrumentos a um caminhão, dando origem a arraiais com alto-falantes que propagaram o som do axé a partir dos anos 1970.

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