- O Carnaval brasileiro tem raízes no Entrudo, festa portuguesa anterior à Quaresma, registrada no século XVI em Pernambuco.
- Até o início do século XX, houve várias denominações para grupos carnavalescos (cordões, blocos, ranchos, clubes), e o termo “bloco” ganhou popularidade a partir de 1906.
- Entre os possíveis primeiros blocos estão o Congresso das Sumidades Carnavalescas (1855), o Bloco dos Trepadores do Engenho (1906), o Grupo Carnavalesco Barra Funda (1914) e o Cordão da Bola Preta (1918).
- O Carnaval passou a ganhar forma com influências de bailes de máscara franceses no século XIX e, em 1899, a marcha Abre Alas, de Chiquinha Gonzaga, precursor da marchinha.
- O samba surge popularmente a partir de 1917 com Pelo Telefone; as escolas de samba começam a se consolidar na década de 1920, com desfiles regulamentados a partir de 1933, e o trio elétrico surge em Salvador em 1950.
A história dos blocos de Carnaval no Brasil é complexa e envolve diversas tradições que antecedem o formato atual. Do Entrudo às marchinhas, passando pelos bailes franceses e pela origem dos cordões rurais, o caminho até as escolas de samba foi gradual e multifacetado.
Não há consenso sobre qual foi o primeiro bloco do país. O conceito de “bloco” só ganhou expressão a partir de 1906, período de reorganização política e social no Brasil. Pesquisas apontam múltiplos candidatos que disputam esse título ainda hoje.
Entre as possibilidades, destacam-se eventos ocorridos entre 1855 e início do século XX. Há registros de reuniões de sociedades carnavalescas, com diferentes nomenclaturas, que desfilavam pelas ruas e abriam caminho para a organização de blocos, cordões e ranchos.
O surgimento do Carnaval moderno envolve influências diversas. No século 19, a festa incorporou bailes de máscara trazidos pela Missão Francesa e, ao longo das décadas, consolidou ritmos como a marcha, o samba e o frevo, além de personagens tradicionais como Rei Momo.
A marcha Abre Alas, criada em 1899 por Chiquinha Gonzaga para o cordão Rosa de Ouro, é apontada como marco da emergência da marchinha, gênero musical que moldou o Carnaval brasileiro nas primeiras décadas do século 20. O samba vem em seguida, ganhando força a partir de 1917 com Pelo Telefone.
No Nordeste, Bahia e Pernambuco deram origem a ritmos como o axé, o afoxé e o frevo, que se misturaram ao vocabulário carnavalesco local. As primeiras escolas de samba surgiram na década de 1920, com regulamentação oficial nos anos 1930 durante a Era Vargas.
O trio elétrico, criado em Salvador no início dos anos 1950, tornou-se símbolo de uma nova forma de desfile. Dodô e Osmar adaptaram instrumentos a um caminhão, dando origem a arraiais com alto-falantes que propagaram o som do axé a partir dos anos 1970.
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