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O gelo em Nashville derrete, mas tempestade histórica ainda ameaça a música local

A tempestade de gelo deixou mais de 230 mil sem energia, danificou instrumentos sensíveis à variação de temperatura e colocou em risco espaços musicais independentes em Nashville

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
A statue of Bill Monroe outside the Ryman Auditorium stands covered in ice following a historic storm that cut off power to clubs and musicians around Nashville.
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  • Mais de 230 mil clientes da Nashville Electric Service ficaram sem energia durante a nevasca de Fern, que durou dias e deixou temperaturas muito baixas.
  • Música local sofreu impactos: casas de shows e estúdios ficaram sem energia, levando ao fechamento de diversos locais, principalmente fora da Broadway.
  • Instrumentos ficaram em risco com a queda de temperatura e umidade; proprietários armazenavam, protegiam ou transportavam instrumentos caros para evitar danos.
  • Saídas financeiras e logísticas foram duras: cancelamentos, reposições de agenda e custos de reparos podem durar meses; alguns espaços buscaram doações para se manter abertos.
  • Organizações independentes de música destacaram a necessidade de mudanças sistêmicas na indústria para enfrentar desastres similares no futuro.

O período de frio intenso em Nashville, causado pela tempestade de gelo Fern, deixou mais de 230 mil clientes sem energia. O evento ocorreu no fim do mês anterior, com quedas de árvores e fios, e temperaturas caindo a vingentes.

O impacto atingiu fortemente a cena musical local. Fãs e profissionais da música relataram cortes de energia em clubes, estúdios e casas de show, forçando cancelamentos e fechamento temporário de parte da programação.

Muitos músicos tiveram que proteger seus instrumentos de madeira e pianos diante do aquecimento e da umidade. Proprietários de lojas de instrumentos viram a demanda por guarda de equipamentos crescer justamente no período de maior vulnerabilidade.

Diversos artistas buscaram hotéis, geradores ou abrigo com amigos para manter os equipamentos aquecidos. Em alguns casos, instrumentos valiosos foram deslocados para locais com energia estável, para evitar danos.

Outros relatos destacam perdas e roubos de equipamentos pela falta de energia e de internet, que deixaram sistemas de alarme inoperantes. Alguns profissionais registraram danos que podem exigir reparos significativos.

Economicamente, clubes independentes enfrentam dificuldades crescentes. Espaços culturais em East Nashville apelaram a doações para manter operações, com arrecadação emergencial que ultrapassou várias dezenas de milhares de dólares.

Impacto econômico e institucional

Lojas de instrumentos, galerias e espaços de apresentação sinalizaram prejuízos provenientes de shows cancelados, agenda remanescente e custos de reparo de equipamentos. Muitos artistas, freelancers, dependem diretamente dessas atividades para renda.

Para o setor, a crise expõe vulnerabilidade estrutural de espaços independentes diante de desastres climáticos cada vez mais frequentes, exigindo apoio setorial e planejamento de resiliência. A continuidade dessas espaços depende de ações coletivas.

A comunidade musical acompanha as avaliações de danos, com planos de reabertura gradual e estratégias para minimizar impactos futuros. Analistas veem a necessidade de políticas de seguro, reservas e apoio a talentos locais.

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