- Super Bowl I, em 1967, no Los Angeles Memorial Coliseum, teve bandas de marcha (University of Arizona Symphonic Marching Band e Grambling State University Marching Band) e o trompeteiro Al Hirt; não houve artistas pop e houve uso de balões.
- Em 1976, o Super Bowl X manteve o formato institucional com Up with People, tema “200 anos de música americana” e foco em entretenimento familiar e patriótico.
- Nos anos seguintes, houve a virada para estrelas de grande alcance: em 1986, o XX manteve Up with People sob o tema “Beat of the Future”; em 1996, o XXX com Diana Ross marcou a consolidação do medley de grandes sucessos e ficou famosa pela saída do campo de helicóptero.
- No Super Bowl XL, em 2006, os Rolling Stones fizeram uma apresentação de rock clássico, sem convidados, com palco em formato da língua da banda.
- O show do intervalo do Super Bowl L, em 2016, reuniu Coldplay, Beyoncé e Bruno Mars; TV americana registrou público de 115,5 milhões; o setlist incluiu canções de Coldplay, “Uptown Funk”, “Formation” e um encore conjunto.
A evolução dos shows do intervalo do Super Bowl mudou o próprio conceito de entretenimento na praia do futebol americano. De apresentações patrióticas a colaborações entre estrelas globais, o palco ao meio da partida tornou-se referência cultural. Ao longo das edições, a NFL buscou formatos que unissem público no estádio e na tela de casa, gerando momentos marcantes na história do evento.
As mudanças refletiram, ainda, a adaptação da indústria musical ao formato televisivo de grande audiência. Inovações de coreografia, medleys e participação de artistas convidados passaram a ditar o ritmo das apresentações, cada vez mais ambiciosas e cinematográficas. A seguir, relembre as principais fases da evolução.
Super Bowl I (1967) e X (1976): As Bandas de Marcha
A estreia, em 1967, no Los Angeles Memorial Coliseum, privilegiou o institucional e patriótico. University of Arizona Symphonic Marching Band, Grambling State University Marching Band e trompete de Al Hirt compuseram o show, com formações no campo e balões ao redor.
Noventa minutos depois, o modelo institucional ganhou força com Up with People, em 1976. O tema celebrou “200 anos de música americana” e o intervalo manteve o entretenimento familiar, mantendo o público no estádio entre os tempos da partida.
Super Bowl XX (1986) e XXX (1996): Transição para o Estrelato
Em 1986, o XX marcou a última apresentação liderada pelo Up with People, com o tema Beat of the Future. O show manteve corais e coreografias, mas a audiência já apontava queda de interesse, sinalizando mudança futura.
No XXX, o cenário mudou com a participação de Diana Ross. O show celebrou 30 anos do evento e popularizou o formato de medley de grandes hits. A apresentação ficou marcada pela saída da cantora em helicóptero ao fim do set, símbolo da era das superestrelas solo.
Super Bowl XL (2006): Rock Clássico
Em Detroit, a edição 40 privilegiou roqueiro clássico, ainda em tempos de cautela editorial. Os Rolling Stones destacaram o catálogo da banda, com o palco em formato da língua. Não houve convidados ou coreografias externas.
Setlist principal: Start Me Up, Rough Justice e (I Can’t Get No) Satisfaction. O show reforçou a tendência de escolher nomes de apelo multigeracional, evitando riscos artísticos.
Super Bowl L (2016): Grande colaboração
Chegou a edição 50, com Coldplay no Levi’s Stadium como atração principal. O conjunto recebeu a participação de Beyoncé e Bruno Mars, num espetáculo que também rememorou a própria história do Halftime Show.
A apresentação atingiu 115,5 milhões de espectadores apenas nos EUA, em alguns momentos superando a audiência da partida. O set incluiu uma sequência de hits e números colaborativos entre os artistas.
Setlist do show:
- Yellow / Viva la Vida / Paradise / Adventure of a Lifetime (Coldplay)
- Uptown Funk (Mark Ronson & Bruno Mars)
- Formation (Beyoncé)
- Fix You / Up&Up (três juntos)
Notas: as informações compilam períodos históricos do show do intervalo, com base em reportagens de veículos especializados. Fontes incluem reportagens da imprensa esportiva e agências internacionais.
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