- A Acadêmicos de Niterói homenageia Lula no Carnaval do Rio, com uma lista de espera para vagas no desfile que já passa de quatrocentas pessoas.
- A participação deve incluir deputados estaduais e federais, ministros e presidentes de empresas públicas; o presidente de honra da escola, Anderson Pipico, diz que a prioridade é um bom desfile.
- As alas gratuitas estão esgotadas desde outubro; ensaios mobilizam petistas e aliados, com presença de Lindbergh Farias, Marcelo Freixo, Anielle Franco e Talíria Petrone; o prefeito Rodrigo Neves esteve no último dia 18.
- O enredo foi oficializado em julho de 2025, em cenário político considerado adverso para Lula; críticas ao samba-enredo chegam a ações na Justiça por parte de opositores.
- Em termos de financiamento, o Ministério da Cultura e a Embratur assinaram cooperação técnica prevista para 12 milhões de reais para as doze escolas do Grupo Especial, mas a área técnica do Tribunal de Contas da União recomendou não repassar a verba devido inconsistências na documentação.
A Acadêmicos de Niterói homenageia Lula no Carnaval do Rio, na Sapucaí, mobilizando deputados, ministros e presidentes de empresas públicas. Mais de 400 pessoas integram uma lista de espera para vagas no desfile, criada há um mês.
O presidente de honra da escola, Anderson Pipico, afirma que a procura é um “bom problema” e que busca atender a todos. A prioridade é manter a qualidade do desfile, já que as vagas em alas gratuitas estão esgotadas desde outubro.
O Itaú das negociações envolve figuras como Lindbergh Farias, Marcelo Freixo, Anielle Franco e Talíria Petrone, que já compareceram a ensaios. O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, participou no último dia 18.
Pipico aponta que o enredo foi escolhido em cenário político adverso para Lula, com a oficialização em 9 de julho de 2025, data marcada por eventos internacionais relevantes. O enredo também referencia tarifas anunciadas e depois revertidas.
Críticas políticas à homenagem foram feitas por algumas vozes. Pipico diz que quem se opõe ao desfile costuma criticar vitórias da cultura brasileira. Parlamentares de oposição questionaram a iniciativa na Justiça.
A Câmara de Cultura e a Embratur assinaram acordo que prevê apoio financeiro de cerca de R$ 12 milhões para as 12 escolas do Grupo Especial, com R$ 1 milhão por escola. Essa verba ainda encontra entraves em parte do TCU e com questionamentos de deputados.
O Tribunal de Contas da União recomendou que o governo federal não transfira parte do recurso previsto para a Acadêmicos de Niterói, apontando inconsistências na documentação. Outras escolas do mesmo grupo devem receber o mesmo valor.
A sinopse do desfile descreve Lula como líder político de destaque, ressaltando a capacidade de aproximação com eleitorado. O texto também ressalta a trajetória do presidente e não o enquadra como pré-candidato.
O projeto inclui um abre-alas com Lula criança e o símbolo da estrela do PT, além de referências à viagem da família do presidente e ao falecimento da mãe durante a ditadura. A equipe jurídica avaliou riscos para evitar caracterização de propaganda.
Especialistas em ciência política veem o carnaval como espaço de articulação entre cultura e política. A análise ressalta o papel de símbolos na agenda pública e na visibilidade de lideranças sem confissão de apoio eleitoral explícito.
A Mangueira também anuncia homenagem, ao dedicar o tema ao mestre Sacaca, com participação de Freixo, Davi Alcolumbre e o governo do Amapá. A Embratur sugeriu o tema, evidenciando o peso de influências políticas nas escolhas do samba.
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