- Martin Shkreli abriu uma contra-ação contra RZA, disputando direitos autorais do álbum único do Wu-Tang Clan, Once Upon a Time in Shaolin.
- Ele afirma ser dono de metade dos direitos autorais atuais e que a outra metade lhe caberia 88 anos após a compra, em 2015, mesmo com o álbum já apreendido pelas autoridades.
- O álbum foi vendido por 4 milhões de dólares à PleasrDAO em leilão de 2021 para pagar vítimas ligadas à condenação de Shkreli em crimes de valores mobiliários.
- Shkreli acusa que RZA e Cilvaringz fizeram uma “venda duplicada” dos direitos sem o seu conhecimento, o que, segundo ele, permitiu a PleasrDAO explorar o álbum.
- Em junho de 2024 a PleasrDAO moveu ação civil, e a justiça federal permitiu que o caso avançasse; Shkreli pediu uma declaração de direitos autorais, enquanto PleasrDAO contesta as alegações.
O ex-executivo farmacêutico Martin Shkreli moveu uma nova ação contra RZA, produtor do Wu-Tang Clan, em uma disputa que envolve o álbum único Once Upon a Time in Shaolin. A ação foi apresentada em tribunal federal e trata de direitos autorais do projeto, além de alegações sobre novas negociações de venda de direitos.
Shkreli afirma ser o legítimo proprietário de metade dos direitos autorais do álbum, com a outra metade prevista para lhe pertencer 88 anos após a compra do LP em 2015. O músico também sustenta que a produção de RZA e Cilvaringz teria recalculado, vendendo direitos sem seu conhecimento, em meio a dificuldades legais mostradas ao longo do processo criminal de Shkreli.
O álbum foi apreendido pelas autoridades federais e, em 2021, vendido por 4 milhões de dólares ao PleasrDAO, coletivo de arte digital, como parte de uma operação para indenizar vítimas associadas à condenação de Shkreli em 2017 por fraude de valores mobiliários.
Novo enquadramento jurídico
Shkreli pediu no documento apresentado que o tribunal emita um reconhecimento declaratório da sua atual titularidade de direitos autorais. O empresário acusa RZA e Cilvaringz de terem reivindicado e revendido os direitos sem seu conhecimento, acusação ligada ao contexto de suas acusações criminais.
Reações e desdobramentos
O PleasrDAO afirmou que as ações de Shkreli visam distrair o andamento do processo. A defesa do grupo considerou as contestações de Shkreli como intempestivas e sem embasamento, mantendo o ritmo do litígio iniciado pela própria organização em 2024.
Contexto do caso
Shkreli, conhecido como pharma bro, foi condenado por fraude de valores mobiliários em 2017 e pediu ao longo do processo para manter direitos sobre o álbum. O caso envolve a entrega do material tangível, a eventual transferência de direitos e a venda subsequente para PleasrDAO, além de questões sobre a proteção de segredos comerciais no âmbito do litígio em andamento.
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