- Lula deve ir à Sapucaí no domingo de Carnaval, 15 de fevereiro, para assistir ao desfile da Acadêmicos de Niterói em sua homenagem.
- O samba-enredo Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil — que aborda Dona Lindu, a mãe do presidente, em uma viagem de 13 noites e 13 dias entre Garanhuns (PE) e Guarujá (SP) — será apresentado pela escola.
- O Palácio do Planalto informou que não há previsão de o presidente desfilar.
- A oposição acionou a Justiça e pediu fiscalização de recursos públicos usados na homenagem, citando contrato de 12 milhões de reais entre Embratur e a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) com repasse de 1 milhão por escola do Grupo Especial.
- O Tribunal de Contas da União recomendou a suspensão da transferência de recursos da Embratur à Liesa e às escolas; Embratur e Ministério da Cultura devem se manifestar em até 15 dias.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve assistir ao desfile da Acadêmicos de Niterói na Sapucaí, no domingo de Carnaval, 15 de fevereiro, no Rio de Janeiro. A escola homenageará Lula com um samba-enredo que retrata a trajetória de Dona Lindu, mãe do presidente, em uma viagem de 13 noites e 13 dias entre Garanhuns (PE) e Guarujá (SP). O Planalto informou que não há previsão de o presidente desfilar.
A apresentação musical, com participação de Teresa Cristina entre as autoras, aborda a fome, a luta da classe trabalhadora e critica tentativas de anistiar golpistas do 8 de janeiro de 2023, segundo o enredo. O texto descreve o legado do petista sob a ótica da vida da família e das raízes operárias.
Na Mira da oposição
Parte da oposição questiona a homenagem a Lula. Parlamentares do Novo e do PL acionaram a Justiça para contestar a homenagem. Senadora e deputados apresentaram solicitações para fiscalização de recursos públicos usados no desfile em benefício eleitoral.
O pano de fundo é o contrato de 12 milhões de reais entre Embratur e a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa), com repasse de 1 milhão por escola do Grupo Especial. Críticos alegam uso indevido de recursos para promoção política.
TCU avalia o caso
Técnicos do TCU sugerem suspender a transferência de recursos da Embratur à Liesa e, por consequência, às escolas. O parecer aponta possível desvio de finalidade e violações aos princípios de indisponibilidade, impessoalidade e moralidade.
O tribunal solicitou manifestações da Embratur e do Ministério da Cultura em até 15 dias. A análise ficará a cargo do ministro Aroldo Cedraz, relator do caso, que deverá decidir sobre a liminar.
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