- Bad Bunny venceu o Álbum do Ano com Debí Tirar Más Fotos, o primeiro prêmio do tipo em espanhol, e pediu ICE Out em vários momentos da noite.
- O tema pró-imigração repercutiu entre vencedores e apresentações, com símbolos ICE Out presente e discursos de apoio a imigrantes.
- Lady Gaga abriu e encerrou momentos de destaque, ganhou Melhor Anthem Pop Vocal e fez apelos para que mulheres defendam suas ideias.
- Lauryn Hill fez a apresentação mais marcante da noite, em tributo a D’Angelo e Roberta Flack, em retorno ao Grammy após anos.
- Outros momentos importantes incluíram Olivia Dean como Melhor Novo Artista, e Billie Eilish vencer Song of the Year com discurso contra ICE; Justin Bieber realizou uma performance inusitada de Yukon.
O Grammys de 2026 transformou a cerimônia em uma celebração musical com mensagens políticas. Trevor Noah, que comanda há seis anos, abriu o tom de uma noite pautada pela performance ao vivo e por discursos de posicionamento social.
A noite teve Bad Bunny como estrela, levando o Album of the Year com Debí Tirar Más Fotos, o primeiro prêmio de Álbum do Ano em espanhol. Em seu discurso, o artista citou a expressão ICE Out, em tom de protesto. A vitória teve peso histórico para o Grammy.
Lady Gaga apresentou um momento marcante com uma versão em tom carregado de Abracadabra, além de ganhar o Best Pop Vocal Anthem e reforçar o pedido de defesa das ideias femininas.
Sabrina Carpenter roubou a cena com Manchild em uma entrada ousada e recebeu a reação do público, mesmo com o bound de censura em trecho da letra. Billie Eilish, presença constante da noite, ficou famosa por exaltar o papel do público e por discursos sobre imigração.
Destaques da noite
Billie, ao receber Song of the Year por Wildflower, fez um discurso contundente contra o ICE, recebendo apoio de Carole King, que participou da apresentação. A troca entre as artistas gerou um momento simbólico de união entre gerações.
Justin Bieber entregou uma performance minimalista de Yukon, vestindo apenas underwear, com guitarra elétrica, encerrando com aplausos de colegas na plateia. A apresentação dividiu opiniões, mas ficou marcada pela ousadia.
Olivia Dean, vencedora de Best New Artist, destacou sua origem imigrante no discurso de agradecimento, reforçando a valorização de histórias de coragem. O segmento de vencedores novatos reuniu nomes como The Marías e Katseye.
Nesta edição, a apresentação de Lauryn Hill foi o ponto alto da noite. Ela comandou um tributo a D’Angelo com participação de nomes como Raphael Saadiq, Bilal, Leon Thomas e John Legend, seguido de um medley com Roberta Flack.
Tributo a Lauryn Hill e D’Angelo
A performance encerrou com um dueto de Lauryn Hill com Wyclef Jean em Killing Me Softly, revive o clima do grupo Fugees. A homenagem a D’Angelo teve caráter emotivo e reforçou o espírito comunitário do momento musical. Em paralelo, a homenagem a Donny Hathaway reuniu artistas convidados.
O segmento In Memoriam ocupou boa parte da noite, destacando o tributo a colegas de indústria. O segmento incluiu apresentações diversas e uma montagem dos homenageados, com alguns momentos criticados pela forma de exibição televisiva.
Jelly Roll encerrou a noite com um discurso de fé ao vencer Best Contemporary Country Album, tentando passar uma mensagem de inclusão, ainda que tenha ficado aquém do impacto de outras performances.
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