- Justin Bieber precisou de cerca de quinze minutos de ensaio total, em uma sessão de uma hora e meia, para a apresentação de “Yukon”; ao final, perguntou aos produtores se estava bom.
- Lady Gaga chegou no dia anterior ao show, sem tempo de ensaiar com dançarinos, o que levou a uma performance mais minimalista com banda e uma versão mais agressiva de “Abracadabra”; closes sob uma câmera de braço robótico foram usados.
- A apresentação de Bad Bunny foi adaptada por causa da janela de exclusividade da NFL; Noah provocou o artista do palco com a banda ao redor, numa solução criativa e bem-humorada.
- Bruno Mars rearranjou a abertura dias antes, optando por uma leitura mais enérgica e contundente; Sabrina Carpenter ganhou uma adição de um passarinho vivo à performance.
- Lauryn Hill comandou a homenagem In Memoriam, expandindo para cerca de onze minutos para prestar tributo a D’Angelo e Roberta Flack, incluindo detalhes como o teclado abandonado. O medley Best New Artist passou de cinco para oito artistas, com a equipe avaliando dividir o número no futuro.
Justin Bieber teve apenas uma passagem rápida nos ensaios do Grammy 2026, segundo Ben Winston, produtor executivo. O cantor chegou, fez uma única apresentação de teste, e saiu. A equipe pediu mais uma vez apenas para que os operadores pudessem gravar a música. O momento durou cerca de 15 minutos no total.
A revista Rolling Stone ouviu Winston sobre os bastidores do show, incluindo decisões criativas que impactaram as performances de grandes nomes. O episódio traz também revelações sobre surpresas e ajustes de última hora que definiram o tom da cerimônia.
Bieber: ensaio curto e decisão de figurino
Bieber teve ensaio rápido, com 90 minutos reservados para cada artista. Ele realizou uma única passagem com a música Yukon e, ao terminar, perguntou ao produtor sobre a impressão; o retorno foi positivo. O astro, segundo Winston, deixou a produção satisfeita.
O diretor não confirmou, mas indicou que o look de Bieber foi definido pouco antes de subir ao palco. A sessão foi suficiente para orientar a equipe de câmeras, já que o ensaio completo durou pouco mais de um quarto de hora.
Lady Gaga: minimalismo e improviso, sem coreografia
A cantora chegou vindo do Japão na manhã do show, sem tempo para ensaiar com dançarinos. A solução criativa foi um número mais intimista, com uma banda e uma reinterpretação de Abracadabra. A performance contou com close-ups de câmera robótica, um recurso incomum em premiações.
Caso tenha havido atraso ou mudanças, a equipe descreve como a ausência de ensaio com coreografia acabou fortalecendo a concepção do momento. Gaga entregou uma apresentação que, segundo Winston, ficou marcada pela autoria da artista e de sua equipe.
Bad Bunny: adaptação criativa à ausência de performance
A presença de Bad Bunny no palco foi impedida pela janela de exclusividade da NFL, que restringiu apresentações próximas de um evento esportivo. A solução foi manter a presença da estrela de forma indireta, com a plateia musical ao redor dele e a participação de uma banda marcial.
Trevor Noah apresentou a participação de Bad Bunny a partir do público de chão de arena, mantendo a energia do show sem que o artista subisse ao palco. Winston brincou que a situação desrespeitou o contrato, mas resultou em um número divertido.
Bruno Mars: nova montagem para APT
A abertura foi alterada dias antes do show. A equipe de Mars apresentou uma versão mais agressiva e enérgica para a performance, diferente da versão de estúdio. O ajuste foi feito após reunião entre Winston, Mars e a banda The Hooligans.
A decisão buscou imprimir maior impacto ao início da cerimônia, alinhando o arranjo com a proposta de palco do Grammy. O resultado foi uma abertura mais contundente, de acordo com os relatos da produção.
Sabrina Carpenter: presença de um pássaro na apresentação
A adição de um pássaro vivo foi definida de última hora. A equipe de Carpenter solicitou incluir a ave na performance, mesmo sem ter passado pelo ensaio de sexta-feira. A produção aprovou a mudança, ajustando a coreografia para acomodar o animal.
A adição exigiu coordenação entre direção, equipe de palco e responsáveis pelo manejo de animais, mas foi incorporada ao número como recurso visual.
Lauryn Hill: In Memoriam com duração ampliada
A homenagem a D’Angelo e Roberta Flack ganhou um formato mais extenso, com cerca de 11 minutos. A versão original previa menos tempo, mas Hill organizou os arranjos, convidou os artistas e exigiu cuidado com a captação de imagens, incluindo a cena do teclado abandonado de D’Angelo.
A performer se mostrou proativa e pontual, contribuindo para um tributo mais emocional e elaborado do que o previsto.
Best New Artist: medley desafiador
O medley com oito indicados foi ampliado em comparação ao ano anterior, aumentando a exigência técnica. A ideia é percorrer o espaço do ginásio sem pausas entre as apresentações.
Winston admite que a mecânica é arriscada e pondera dividir o número em duas partes no futuro para reduzir o risco operacional. A produção manteve o ritmo acelerado para manter a dinâmica do público.
Política nos discursos e clima geral
Os artistas não foram desencorajados a abordar temas políticos. Segundo Winston, a plateia espera que os intérpretes expressem sentimentos autênticos, mesmo que isso fuja de um roteiro convencional. O tom foi de respeito às diferentes mensagens.
Controvérsia envolvendo Trevor Noah e Donald Trump
Durante a transmissão, Noah fez uma piada sobre Donald Trump e Greenland, o que levou o ex-presidente a ameaçar ações legais. Winston respondeu de modo contido, sem entrar em polêmica pública, mantendo o foco no conteúdo do show.
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