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Philip Glass retira estreia mundial de Sinfonia Lincoln do Kennedy Center

Philip Glass retira a estreia mundial da Sinfonia Lincoln do Centro Kennedy, afirmando que valores da instituição sob liderança de Trump conflitam com a mensagem da obra

Philip Glass in 2019 in New York City.
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  • O compositor Philip Glass retirou a estreia mundial de sua Sinfonia nº 15, “Lincoln”, do John F. Kennedy Center for the Performing Arts, em Washington.
  • Glass afirmou que, após reflexão, os valores do Kennedy Center hoje estão em conflito direto com a mensagem da sinfonia, que é um retrato de Abraham Lincoln.
  • A estreia estava prevista para os dias 12 e 13 de junho.
  • A decisão ocorre em meio a mudanças de liderança e controvérsias no Kennedy Center, após a gestão iniciada pelo presidente Donald Trump.
  • Em dezembro, o presidente alterou o nome do espaço para “Trump-Kennedy Center” e houve cancelamentos de programações artísticas.

Philip Glass interrompe a estreia mundial de sua sinfonia Lincoln no Kennedy Center, em Washington, DC, citando conflito entre os valores da instituição sob a liderança atual e a mensagem da obra. A decisão foi anunciada nesta terça-feira.

A estreia mundial estava marcada para os dias 12 e 13 de junho no John F. Kennedy Center for the Performing Arts.

Glass, de 88 anos, já recebeu o Kennedy Center Honors em 2018. A escolha ocorre em meio a mudanças de gestão no Kennedy Center após a posse de Donald Trump, no início de 2025, que reorganizou o conselho e promoveu alterações institucionais.

Contexto institucional

O presidente ampliou mudanças que levaram à reavaliação de nome e missão da casa de espetáculos. Em dezembro, ocorreu a alteração de nome para Trump-Kennedy Center, acompanhada por cancelamentos de programações artísticas contrárias às políticas da administração.

Críticos destacaram a percepção de politização das artes associada às ações da administração. A reportagem não inclui declarações da direção do Kennedy Center, que não respondeu para este material.

Contexto adicional aponta para controvérsias sobre a influência política na programação cultural e nas decisões sobre obras e artistas convidados.

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