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Kennedy Center altera regras antes de votação para incluir nome de Trump

Kennedy Center altera regimento para limitar voto a conselheiros indicados por Trump, abrindo caminho para batizar o centro com seu nome e provocando protestos

Melania and Donald Trump at the opening night of Les Misérables at the Kennedy Center in June.
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  • O Kennedy Center alterou, em maio, as regras internas para restringir votos a conselheiros indicados por Trump, excluindo votos de membros ex-officio como o prefeito de Washington e líderes do Senado.
  • Em 18 de dezembro, o conselho votou por unanimidade para acrescentar o nome de Trump ao centro, que passou a se chamar Donald J Trump e o John F Kennedy Memorial Center for the Performing Arts.
  • A mudança gerou protestos e cancelamentos de apresentações; a congressista Joyce Beatty entrou com ação para reverter o nome, alegando necessidade de lei federal para a alteração.
  • Trump assumiu a presidência do conselho em fevereiro, demitindo membros e nomeando apoiadores, incluindo Ric Grenell, que passou a presidir o centro.
  • O centro tem 34 membros indicados pela Presidência e 23 ex-officio, cuja participação legal é não votante; especialistas questionam a compatibilidade das novas regras com o estatuto da instituição.

O Kennedy Center alterou suas regras internas neste ano para restringir o direito de voto aos conselheiros nomeados por Donald Trump. A mudança ocorreu antes da votação que, em 18 de dezembro, adicionou o nome de Trump ao centro, alterando o título para Donald J Trump and the John F Kennedy Memorial Center for the Performing Arts.

Segundo o Washington Post, as novas diretrizes excluíram de contar para quorum os membros ex officio, ou seja, os conselheiros nomeados pelo Congresso. A mudança já estava em vigor na votação que aprovou a inclusão do nome de Trump.

A adoção dos novos estatutos pode violar o estatuto do Kennedy Center, segundo especialistas ouvidos pela imprensa. A direção do centro afirma que as alterações refletem um precedente de não permitir voto a ex officio, que não votaram formalmente na aprovação.

Mudança de regras e status do conselho

O centro tem 34 membros indicados pela presidência e 23 ex officio, entre eles o prefeito de Washington, o chefe da Biblioteca do Congresso e líderes do Senado. A lei federal que criou o Kennedy Center define esses ex officio como membros do conselho.

O presidente do centro, Ric Grenell, ex-assessor de Trump, foi instalado como presidente do centro após a reorganização do conselho. Grenell tem histórico de atuação em posições de alta visibilidade internacional e atuação política de linha dura.

Roma Daravi, vice-presidente de relações públicas, afirmou à imprensa que as regras mudaram para refletir a prática de que ex officio não votam, com as alterações técnicas aprovadas antes e depois da reunião.

Reações e desdobramentos

Especialistas citados pelo jornal consideram a mudança uma violação ao estatuto do Kennedy Center, ao reduzir o leque de conselheiros com poder de voto. A direção do centro não comentou imediatamente sobre o assunto.

Protestos e cancelamentos de apresentações têm sido relatados desde a aprovação da mudança de nome. Parlamentares prometem buscar reversão por meio de ações legislativas, caso haja necessidade constitucional.

O debate sobre o nome do centro ganhou contornos adicionais após a saída de Tatiana Schlossberg, neta de JFK, que faleceu aos 35 anos, com repercussão entre oficiais e artistas. A cobertura completa envolve diferentes fontes jornalísticas.

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