- Lula assina decreto que cria diretrizes para a valorização da música e de outros elementos da cultura gospel, reconhecendo o gênero como manifestação da cultura nacional.
- O texto define gospel como música, formas de expressão corporal e cenográfica, artes visuais, literatura religiosa e outras manifestações ligadas à vida cristã.
- Entre as ações estão incentivo à criação, pesquisa, preservação e difusão, formação de agentes culturais e articulação entre federais, estaduais e municipais.
- A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto, com lideranças evangélicas e o presidente da Câmara, Hugo Motta.
- A ministra da Cultura, Margareth Menezes, afirmou que o decreto aproxima o cotidiano das comunidades de fé da institucionalidade cultural e destacou a defesa da pluralidade de crenças.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira um decreto que cria diretrizes para a valorização da música e de outros elementos da cultura gospel no país, reconhecendo o gênero como manifestação da cultura nacional. A medida busca ampliar a presença do gospel nas políticas públicas de cultura.
O anúncio ocorreu em cerimônia no Palácio do Planalto, com a participação de lideranças evangélicas e do presidente da Câmara, Hugo Motta. O ato é visto como um novo movimento de aproximação de Lula com o eleitorado religioso.
Levanta-se a hipótese de impacto eleitoral, já que pesquisas apontam queda na aprovação entre evangélicos. O levantamento da Quaest indica queda de 58% para 64% na desaprovação, e de 38% para 33% na aprovação.
Conteúdo do decreto
O documento afirma que a cultura gospel é uma expressão da cultura nacional e inclui música, adoração, hip-hop gospel, dança, teatro, artes visuais, literatura religiosa e outras manifestações de fé cristã. A norma orienta políticas públicas de cultura para valorização dessas atividades.
Entre as ações previstas estão o incentivo à criação, pesquisa e preservação de repertórios gospel, formação de profissionais, e articulação entre esferas federal, estadual e municipal para incluir a cultura gospel nas políticas culturais locais e no Sistema Nacional de Cultura. Também prevê circulação de obras e artistas e preservação de acervos e registros.
Margareth Menezes, ministra da Cultura, afirma que o decreto aproxima o cotidiano das comunidades de fé da institucionalidade cultural. Ela ressalta a necessidade de políticas que abracem a pluralidade de crenças e promovam formação de profissionais e a cooperação entre esferas de governo.
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