- Áudio inédito de 2015 mostra D’Angelo discutindo raízes musicais, processo criativo e fases da evolução musical, divulgado pela Rolling Stone Music Now.
- As conversas foram gravadas poucos meses após o lançamento de Black Messiah (2014) e vêm à tona após a morte trágica do artista em outubro, aos 51 anos.
- Trechos destacam a formação musical desde a infância, a fase de criação do som característico e o hiato entre álbuns.
- O episódio completo está disponível em Apple Podcasts e Spotify; a matéria cita ainda uma reportagem de capa da Vibe sobre a vida e a música do músico.
- D’Angelo comenta também sobre a produção de Voodoo (2000) e Brown Sugar, destacando a busca por evolução musical e cautela com mensagens políticas em Black Messiah.
O Rolling Stone divulgou áudio inédito de uma entrevista gravada em 2015 com D’Angelo, poucos meses após o lançamento de Black Messiah (2014). A gravação chega ao público por meio do podcast Rolling Stone Music Now, após a morte do músico em outubro, aos 51 anos. O material oferece um panorama da carreira, das influências e do processo criativo do artista, ainda inédito para a maioria dos fãs.
Nos trechos divulgados, D’Angelo descreve as próprias raízes musicais desde a infância, quando tocava piano na igreja ao lado de sua tia, além de comentar o desenvolvimento de seu estilo único e os períodos de hiato entre álbuns. O conteúdo também traz lembranças de encontros com ícones da música e experiências de bastidores que marcaram sua trajetória.
A entrevista de 2015 também aborda a relação entre Brown Sugar, Voodoo e Black Messiah, destacando o amadurecimento artístico e as mudanças da indústria musical no início dos anos 2000. O artista comenta o peso das mudanças do setor e a evolução necessária para retornar ao estúdio após longos intervalos.
Segundo o podcast, o artista ainda analisa a abordagem política de Black Messiah, deixando claro que sua intenção era ampliar a conscientização sem se enquadrar em rótulos de artistas que pregam mensagens específicas. Em relatos de bastidores, D’Angelo relembra a experiência de tocar com Prince em Nova York, sem aceitar uma oferta de uso de uma guitarra icônica.
A produção também traz memórias de momentos de criação com Ol’ Dirty Bastard, durante as sessões de Brown Sugar, enfatizando a energia colaborativa da época. Por fim, o material reforça a ideia de que D’Angelo não buscava superar Voodoo a qualquer custo, mas avançar de forma orgânica para a próxima etapa de sua evolução musical.
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