- O filme “Jeanne Dielman, 23, quai du Commerce, 1080 Bruxelles”, de Chantal Akerman, será relançado nos cinemas brasileiros em 11 de setembro de 2023.
- A nova versão é restaurada e chega após o filme ser eleito o melhor de todos os tempos pela revista Sight & Sound em 2022.
- Lançado originalmente em 1975, o longa retrata a rotina de Jeanne Dielman, uma viúva que vive com seu filho em Bruxelas.
- O filme é considerado um marco na representação da vida feminina no cinema e foi exibido no Festival de Cannes em 1975.
- Chantal Akerman, que dirigiu a obra aos 25 anos, é reconhecida como uma das cineastas mais influentes da era pós-nouvelle vague.
O filme “Jeanne Dielman, 23, quai du Commerce, 1080 Bruxelles”, da cineasta Chantal Akerman, será relançado nos cinemas brasileiros no dia 11 de setembro de 2023. A nova versão, restaurada, chega às telonas após a obra ser eleita o melhor filme de todos os tempos pela revista britânica Sight & Sound em 2022.
Lançado originalmente em 1975, o longa é um marco na representação da vida feminina no cinema. A trama acompanha três dias na rotina de Jeanne Dielman, interpretada por Delphine Seyrig, uma viúva que vive com seu filho adolescente em Bruxelas. A narrativa explora a monotonia das tarefas domésticas e o trabalho sexual ocasional da protagonista, culminando em uma desestabilização de sua rotina.
Reconhecimento e Impacto
“Jeanne Dielman” foi a primeira obra dirigida por uma mulher a conquistar o primeiro lugar na lista da Sight & Sound, que avalia os filmes mais influentes a cada dez anos. O filme foi exibido no Festival de Cannes em 1975 e rapidamente se tornou um clássico, sendo lembrado como um dos principais trabalhos de uma diretora na história do cinema.
Chantal Akerman, que tinha apenas 25 anos ao dirigir o filme, se destacou como uma das cineastas francófonas mais importantes da era pós-nouvelle vague. Sua obra influenciou diversos diretores contemporâneos, incluindo Gus Van Sant. Apesar de seu impacto, nenhum dos filmes de Akerman estreou comercialmente no Brasil durante sua vida.
O relançamento de “Jeanne Dielman” representa uma oportunidade para novas gerações apreciarem a obra e refletirem sobre suas temáticas atemporais.
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