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Warner Bros. processa empresa de IA por uso indevido de Superman e Scooby-Doo

Warner Bros. processa Midjourney por gerar imagens de personagens sem autorização e busca indenizações e suspensão de infrações futuras

Midjourney é alvo de processos de estúdios como Warner e Disney (Foto: Reprodução)
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  • A Warner Bros. Discovery processou a Midjourney em um tribunal federal de Los Angeles no dia quatro de setembro de dois mil e vinte e cinco.
  • A empresa alega que a Midjourney gerou imagens de personagens como Batman, Superman e Mulher-Maravilha sem autorização, infringindo direitos autorais.
  • O processo busca indenizações não especificadas e a suspensão de futuras infrações.
  • A Warner Bros. argumenta que a Midjourney estava ciente da ilegalidade de suas ações, pois anteriormente impediu a geração de vídeos a partir de imagens infratoras.
  • A Midjourney defende sua posição, afirmando que o uso de obras protegidas para treinar modelos de inteligência artificial se enquadra na doutrina de uso justo da legislação de direitos autorais dos Estados Unidos.

A Warner Bros. Discovery processou a Midjourney, uma empresa de geração de imagens por inteligência artificial, nesta quinta-feira (4), em um tribunal federal de Los Angeles. A ação judicial alega que a Midjourney gerou imagens de personagens icônicos, como Batman, Superman e Mulher-Maravilha, sem a devida autorização, infringindo assim direitos autorais.

No processo, a Warner Bros. afirma que a prática da Midjourney permitiu a criação de conteúdo com seus personagens, oferecendo aos assinantes imagens de alta qualidade em “todas as cenas imagináveis”. A empresa também argumenta que a Midjourney estava ciente da ilegalidade de suas ações, uma vez que anteriormente impediu a geração de vídeos a partir de imagens infratoras. Recentemente, essas restrições foram removidas, o que a Warner considera uma “decisão calculada e orientada para o lucro”.

Contexto da Ação

A Warner busca indenizações não especificadas e a suspensão de futuras infrações. Este processo se junta a uma ação anterior movida em junho pela Walt Disney e pela Universal, que também alegaram violação de direitos autorais envolvendo personagens como Darth Vader e Shrek. A Midjourney, por sua vez, defende sua posição, argumentando que o uso de obras protegidas para treinar modelos de IA generativa se enquadra na doutrina de uso justo da legislação de direitos autorais dos Estados Unidos.

A Midjourney, fundada em 2022 e liderada por David Holz, contava com quase 21 milhões de usuários em setembro de 2024, com uma receita estimada de US$ 300 milhões para o mesmo ano. Até o momento, a empresa não se manifestou sobre as alegações da Warner Bros. A disputa ressalta as crescentes tensões entre a indústria do entretenimento e as startups de tecnologia, levantando questões sobre a proteção dos direitos autorais em um cenário digital em rápida evolução.

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