- Zé Ibarra lançou seu segundo álbum solo, intitulado “Afim”.
- O disco aborda a relação com a imagem pessoal e os relacionamentos na era digital.
- A capa do álbum apresenta uma imagem do artista escovando os dentes, simbolizando vulnerabilidade e autenticidade.
- O álbum mistura influências contemporâneas com rock progressivo e MPB, e inclui composições de outros artistas.
- Ibarra busca reconectar-se com a música e os sentimentos, refletindo sobre a superficialidade das relações atuais.
Zé Ibarra lançou seu segundo álbum solo, “Afim”, que explora a relação com a imagem pessoal e os relacionamentos na era digital. O disco, que chega às plataformas digitais, reflete sobre o mal-estar contemporâneo e a superficialidade nas interações sociais.
A capa de “Afim” apresenta uma imagem provocativa do artista escovando os dentes, simbolizando a vulnerabilidade e a autenticidade que ele deseja transmitir. Ibarra comenta que a escolha da imagem é uma crítica à obsessão por uma imagem idealizada, afirmando: “Quero botar na capa a imagem que eu não quero ver de mim”. Ele acredita que a forma como nos relacionamos atualmente transforma as pessoas em produtos, levando a um estado que ele define como “o fim dos sentimentos”.
Musicalmente, o álbum traz uma nova abordagem, misturando influências contemporâneas com seu estilo característico de rock progressivo e MPB. Ibarra destaca que “Afim” também representa uma tentativa de redefinir sua persona artística, que se sentia limitada após sua colaboração com Milton Nascimento. O artista busca incorporar uma dose de irreverência e autenticidade em suas composições.
Entre as faixas, destacam-se “Infinito em nós”, que combina romantismo com uma pitada de ironia, e “Essa confusão”, que dá nome ao álbum. O disco também inclui composições de outros artistas, como Maria Beraldo e Sophia Chablau, refletindo a diversidade e a riqueza da nova cena musical.
Ibarra revela que o processo de criação foi desafiador, especialmente após um período intenso de shows. Ele expressa que “Afim” é uma forma de reconectar-se com a música e com seus sentimentos, buscando um caminho de volta ao afeto em meio à superficialidade das relações contemporâneas.
Entre na conversa da comunidade