- Shinichiro Watanabe, diretor japonês, participa do Anime Friends em São Paulo, de quinze a dezessete de setembro.
- Ele apresenta seu novo anime, Lazarus, que aborda temas de ficção científica e possui trilha sonora de DJs renomados.
- O enredo se passa em dois mil e cinquenta e dois e segue foras da lei em busca de um cientista desaparecido.
- A trilha sonora mistura jazz e música eletrônica, com influências da música brasileira.
- Watanabe expressa interesse em explorar novos gêneros, como terror, e reafirma sua preferência por animação tradicional.
Shinichiro Watanabe, renomado diretor japonês, participa do Anime Friends, festival de cultura pop asiática em São Paulo, de 15 a 17 de setembro. Ele apresenta seu novo anime, Lazarus, que explora temas de ficção científica e conta com uma trilha sonora colaborativa de DJs renomados.
Watanabe, conhecido por obras como Cowboy Bebop e Samurai Champloo, destaca que não se sente pressionado a criar algo inovador a cada projeto. Ele admite que alguns fãs notaram semelhanças entre Lazarus e seu trabalho anterior, mas brinca que isso é uma inspiração válida.
O anime, lançado em abril de 2023, se passa em 2052 e segue um grupo de foras da lei em busca de um cientista desaparecido. O enredo é inspirado no caso de Michael Jackson e a busca por uma droga que promete eliminar a dor, mas se torna mortal. Watanabe enfatiza que a intenção não era transmitir uma mensagem profunda, mas oferecer entretenimento.
Trilha Sonora e Influências
A trilha sonora de Lazarus é uma fusão de jazz e música eletrônica, criada por DJs como Bonobo e Floating Points. Watanabe revela que a música brasileira também influenciou sua obra, com o protagonista sendo brasileiro. Ele expressa sua empolgação em encontrar fãs no Brasil, onde não visitava há 14 anos.
O diretor, que já trabalhou em mais de 30 produções, ainda deseja explorar novos gêneros, como terror e sobrenatural. Ele se inspira em Bruce Lee e em sua própria experiência de vida, refletindo sobre sua identidade como um anti-herói fora dos padrões sociais.
Watanabe reafirma sua preferência por animação tradicional, rejeitando o uso de tecnologia moderna como inteligência artificial. Ele se compromete a manter seu estilo autêntico, focando na animação feita à mão.
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