A galeria Marilia Razuk, em São Paulo, está com uma nova exposição chamada “Sala de Jantar”, que ficará aberta até 16 de agosto. A mostra apresenta obras que questionam a funcionalidade do design, inspiradas na artista surrealista Dorothea Tanning. Os trabalhos criam uma atmosfera de sonho, transformando objetos comuns em peças que parecem ter vida própria. Um exemplo é um tapete na parede e uma cadeira que parece uma árvore. A curadora Luana Fortes explica que a exposição destaca a subjetividade dos objetos, como uma obra de Marcus Deusdedit que usa uma peruca em um alto-falante para discutir desigualdade. A mostra também fala sobre a relação entre espaços públicos e privados, com obras que refletem intimidade, como um tríptico de Pepi Lemes mostrando um homem nu. Fortes incluiu uma mesa de sua avó, coberta por uma pintura de Giulia Bianchi, que traz uma tensão dramática. As obras de Gustavo Bittencourt e Daisy Xavier desafiam a ideia de funcionalidade no design. A exposição está aberta de segunda a sexta, das 10h30 às 19h, e aos sábados, das 11h às 16h, com entrada gratuita.
A galeria Marilia Razuk, situada na zona oeste de São Paulo, inaugura a exposição “Sala de Jantar”, que explora a interseção entre arte e design. A mostra, que ficará em cartaz até 16 de agosto, apresenta obras que desafiam a funcionalidade do design, inspiradas no trabalho da artista surrealista Dorothea Tanning.
A exposição traz uma atmosfera onírica, onde objetos comuns são transformados em peças que evocam alucinações. Um exemplo é o tapete que se encontra na parede e não no chão, além de uma cadeira que parece prestes a se transformar em uma árvore. A instalação “Hôtel du Pavot, Chambre 202”, de Tanning, serve como fio condutor, apresentando figuras amorfas que remetem ao corpo humano.
A curadora Luana Fortes destaca que a exposição busca evidenciar a subjetividade dos objetos. “Essas peças são quase fantasmagorias, testemunhas do que acontece aqui”, afirma. A mostra inclui obras que insinuam a corporeidade, como a de Marcus Deusdedit, que coloca uma peruca sobre um alto-falante, permitindo ouvir relatos sobre desigualdade socioeconômica.
Tensão entre Público e Privado
A exposição também aborda a tensão entre os espaços públicos e privados. Fortes explica que a sala de estar é um ambiente que revela intimidade, mas também a preserva. O artista Pepi Lemes retrata essa dualidade em um tríptico que mostra um homem nu em uma cama, simbolizando a privacidade.
Além disso, a curadora incluiu uma mesa que pertenceu à sua avó, substituindo o tampo por uma pintura de Giulia Bianchi que retrata cobras em um fundo vermelho. “É uma obra quase dramática, remetendo à ideia de que existe uma tensão no ambiente”, comenta Fortes.
Desafiando a Funcionalidade
Os trabalhos selecionados desafiam a funcionalidade do design. A estante de Gustavo Bittencourt, com prateleiras inclinadas, e a obra “Coluna Vertebral” de Daisy Xavier, que empilha cadeiras, exemplificam essa proposta. “Procuramos trabalhos que operam entre o limite da arte e do design”, conclui Fortes.
A exposição “Sala de Jantar” está aberta de segunda a sexta, das 10h30 às 19h, e aos sábados, das 11h às 16h, com entrada gratuita.
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