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Cinema é ferramenta de transformação social, afirma Raquel Hallak da Universo Produção

Cine OP encerra sua 20ª edição e destaca a importância da preservação do cinema brasileiro em meio a debates sobre streaming e coproduções.

Raquel Hallak, à frente da Universo Produção (Foto: Mateus do Carmo/VEJA)
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O Cine OP, festival de cinema de Ouro Preto, chega à sua 20ª edição e encerra suas atividades no dia 30. Desde 2006, o festival promove a discussão sobre a memória e a preservação do cinema como parte da cultura. Raquel Hallak, responsável pela organização, destaca que o evento é importante para garantir o acesso à história do cinema brasileiro. Ela afirma que o cinema reflete a sociedade atual e suas preocupações. O Brasil CineMundi, que acontece junto ao festival, foca em coproduções e desenvolvimento de projetos, mostrando que o cinema brasileiro tem ganhado reconhecimento internacional. Hallak também fala sobre a relação do cinema com o streaming, defendendo que essa plataforma pode ajudar o setor, mas precisa de regulamentação para valorizar o cinema nacional e usar os dados de forma adequada para políticas públicas. O Cine OP se firmou como um espaço importante para refletir sobre a cultura cinematográfica e a educação no audiovisual.

Chegando à sua 20ª edição, o Cine OP, festival de cinema de Ouro Preto (MG), encerra suas atividades nesta segunda-feira, 30. Desde 2006, o evento tem promovido a discussão sobre memória e preservação no audiovisual, destacando a importância do cinema como patrimônio cultural.

Raquel Hallak, à frente da Universo Produção, é uma das responsáveis por levar a mostra às ruas históricas da cidade. O festival inclui exibições ao ar livre, shows gratuitos e debates no centro de convenções. Hallak enfatiza que o Cine OP nasceu da necessidade de preservar a história do cinema brasileiro e garantir o acesso ao público. “Preservar não é só guardar, é dar acesso”, afirma.

Reflexo da Sociedade

O cinema, segundo Hallak, é um reflexo do contexto social e político. “O que vemos nas telas é um espelho do que acontece no Brasil e no mundo”, destaca. Ela ressalta que a produção cinematográfica atual reflete as inquietações e comportamentos da sociedade contemporânea, tornando o cinema um ato político essencial.

O Brasil CineMundi, evento paralelo ao festival, foca na coprodução e no desenvolvimento de projetos. Hallak menciona que o cinema brasileiro tem ganhado destaque internacional, embora muitas vezes esse sucesso seja invisibilizado. O filme Marte 1, por exemplo, foi produzido com um orçamento de apenas 1,5 milhão de reais e se destacou por sua abordagem inovadora.

O Papel do Streaming

Hallak também discute a relação do cinema com o streaming, defendendo que essa plataforma deve ser um aliado do setor. “O streaming traz alcance e resultados em larga escala”, afirma. Contudo, ela ressalta a necessidade de regulamentação para garantir que o cinema brasileiro seja devidamente valorizado e que os dados sobre sua performance sejam utilizados para políticas públicas.

O Cine OP, ao longo de suas duas décadas, se consolidou como um espaço vital para a reflexão sobre o cinema e sua importância cultural, reafirmando o compromisso com a preservação e a educação no audiovisual.

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