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Filme ‘Homem com H’ no streaming provoca debate sobre o setor audiovisual

Filme "Homem com H" gera polêmica ao chegar à Netflix após apenas 47 dias nos cinemas, preocupando exibidores com a queda de público.

Homem com H nos cinemas — Foto: Guito Moreto/Agência O Globo
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O filme “Homem com H”, que conta a história de Ney Matogrosso, estreou em 1º de maio e atraiu 636 mil pessoas aos cinemas brasileiros. Após 47 dias, o filme chegou à Netflix, o que gerou discussões sobre a curta exibição nas salas e as preocupações dos exibidores com a diminuição do público. A produção, dirigida por Esmir Filho, foi bem recebida, mas a rápida transição para o streaming fez com que o público nas salas caísse. Marcos Barros, da Abraplex, alertou que essa redução pode desestimular as pessoas a irem ao cinema, especialmente com a audiência ainda 25% a 30% menor do que antes da pandemia. Adriana Rattes, do Grupo Estação, ficou surpresa com a decisão de encurtar a exibição, já que janelas curtas levaram a recusar outros filmes. Comparando com outros lançamentos, “Chico Bento e a goiabeira maraviósa” ficou 72 dias nos cinemas antes de ir para o Prime Video, enquanto “Vitória” levou 67 dias e “Ainda estou aqui” 150 dias para chegar ao Globoplay. A Câmara dos Deputados está discutindo a regulação do streaming, com propostas que sugerem um intervalo mínimo entre as janelas de exibição. A Strima, que representa serviços de streaming, defende negociações diretas entre os envolvidos. Nas redes sociais, muitos usuários mencionaram que o preço do ingresso é um obstáculo, destacando a necessidade de discutir o custo de acesso à cultura no Brasil. O preço médio do ingresso foi de R$ 19,88 em 2024, mas em algumas regiões pode ultrapassar R$ 50, o que é relevante para a formação de público na indústria cinematográfica.

O filme “Homem com H”, cinebiografia de Ney Matogrosso, estreou em 1º de maio e atraiu 636 mil espectadores nas salas de cinema brasileiras. Após 47 dias, o longa chegou à Netflix, gerando debates sobre a curta janela de exibição e suas consequências para o mercado audiovisual.

A produção, dirigida por Esmir Filho, foi bem recebida tanto pela crítica quanto pelo público, que interagiu nas redes sociais. No entanto, a transição rápida para o streaming levantou preocupações entre exibidores. Marcos Barros, presidente da Associação Brasileira das Empresas Cinematográficas (Abraplex), destacou que a redução da janela de exibição pode desestimular o público a ir ao cinema, especialmente com a audiência ainda 25% a 30% menor que antes da pandemia.

Adriana Rattes, diretora do Grupo Estação, expressou surpresa com a decisão de encurtar a exibição nos cinemas. O público nas salas caiu drasticamente após o anúncio da chegada do filme ao streaming. Rattes mencionou que janelas curtas já levaram o Estação a recusar outros filmes, como o documentário “Apocalipse nos trópicos”.

Impacto no Mercado

A comparação com outros lançamentos revela que “Chico Bento e a goiabeira maraviósa” ficou 72 dias nos cinemas antes de ir para o Prime Video, enquanto “Vitória” levou 67 dias e “Ainda estou aqui” 150 dias para chegar ao Globoplay. Historicamente, filmes aguardavam cerca de seis meses para estrear em home video após a exibição nos cinemas.

A discussão sobre a regulação do VOD/streaming está em andamento na Câmara dos Deputados, com propostas que sugerem um intervalo mínimo entre as janelas de exibição. A proposta de emenda do deputado Mersinho Lucena sugere um período de 180 dias, enquanto a relatora Jandira Feghali propôs 63 dias.

A Strima, associação que representa serviços de streaming no Brasil, defende a negociação direta entre os agentes do setor, enfatizando a importância das plataformas para democratizar o acesso aos filmes. Comentários nas redes sociais sobre “Homem com H” indicam que muitos usuários consideram o preço do ingresso um obstáculo, reforçando a necessidade de discutir o custo de acesso à cultura no Brasil.

O preço médio do ingresso, segundo a Ancine, foi de R$ 19,88 em 2024, mas em algumas regiões, como shoppings, os valores podem ultrapassar R$ 50. A discussão sobre o custo do cinema é relevante, especialmente em um cenário onde a formação de público é crucial para o futuro da indústria.

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