Jorge Selarón, artista chileno famoso pelos azulejos da Escadaria Selarón no Rio de Janeiro, é o tema de uma nova exposição no Centro Cultural Justiça Federal. A mostra apresenta 350 itens, incluindo pinturas e rascunhos, e destaca sua carreira como pintor. Selarón, que viveu no Brasil desde a década de 1980, produziu cerca de 30 mil obras que retratam o cotidiano carioca, especialmente em favelas. As obras são marcadas por cores quentes e figuras como mulheres grávidas e o próprio artista. A exposição também faz parte de um projeto para restaurar a escadaria, que está orçada em R$ 3,5 milhões e será gerida pela Prefeitura do Rio em parceria com guias de turismo. Os curadores afirmam que a escadaria não pode receber novos azulejos, pois Selarón a considerava finalizada antes de sua morte. Apesar dos desafios, a escadaria continua a ser um importante ponto turístico, atraindo muitos visitantes.
Jorge Selarón, artista chileno famoso pelos azulejos da Escadaria Selarón no Rio de Janeiro, é o foco de uma nova exposição no Centro Cultural Justiça Federal. Com 350 itens, a mostra destaca sua faceta como pintor, apresentando obras em painéis de eucatex, rascunhos e fotografias.
A exposição busca elucidar a vasta produção de Selarón, que inclui cerca de 30 mil trabalhos. Gerardo Millone, um dos curadores, destaca que as obras refletem o cotidiano carioca, especialmente em comunidades mais carentes. Selarón, que se mudou para o Brasil na década de 1980, retratou favelas que conheceu durante sua estadia.
Entre as obras, predominam cores quentes como amarelo e vermelho, além de figuras marcantes, como mulheres grávidas e o próprio rosto do artista. Millone observa que Selarón se via como único, frequentemente desafiando a grandeza de artistas renomados como Da Vinci e Picasso.
Projeto de Restauração
A exposição faz parte de um projeto mais amplo para preservar a memória de Selarón. Já foram realizados esforços para catalogar e digitalizar sua produção, além do sonho de criar um catálogo raisonné. A restauração da Escadaria Selarón, que leva seu nome, está orçada em R$ 3,5 milhões e será gerida pela Prefeitura do Rio em parceria com a Liga Independente dos Guias de Turismo do Rio de Janeiro.
Ceci Maciel, também curadora, afirma que a escadaria não pode receber novos azulejos, pois Selarón a considerava finalizada no dia de sua morte. A gestão do local enfrenta desafios, como o superturismo, que impacta tanto a manutenção quanto a segurança do espaço.
André Andion Angulo, museólogo e curador, ressalta que, apesar dos problemas, a Escadaria Selarón continua a ser um importante ponto turístico, atraindo investimentos e visitantes.
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