Brittany Nelson é uma artista que vai apresentar sua nova exposição chamada “I Can’t Make You Love Me” na PATRON Gallery, em Chicago, em 2024. Ela trabalha com temas de amor não correspondido e a relação entre arte e ciência, se inspirando no rover Opportunity da NASA. A exposição terá a música de Bonnie Raitt, que fala sobre o desejo no amor não correspondido. Nelson vê Opportunity como uma “ícone lésbica”, destacando sua jornada solitária em Marte, onde fez várias descobertas. Para dar um novo olhar às imagens científicas, ela usa uma técnica antiga chamada bromoil, que deixa as fotos com um aspecto mais romântico. Nelson também reflete sobre sua infância em Montana, onde se sentia isolada, e faz conexões entre sua vida e a exploração do espaço. Em seu estúdio, que é um antigo depósito militar, ela usa um equipamento fotográfico dos anos 1950 para criar grandes impressões. Além disso, ela está expandindo seu trabalho para incluir telescópios, após uma residência no SETI Institute, e planeja um projeto no MIT List Visual Arts Center, onde vai se inspirar em um grande radiotelescópio na Virgínia Ocidental, tratando o telescópio como se fosse uma ex-namorada.
Brittany Nelson apresenta sua nova exposição “I Can’t Make You Love Me” na PATRON Gallery, em Chicago, a partir de 2024. A artista explora temas de amor não correspondido e a intersecção entre arte e ciência, inspirando-se no rover Opportunity, da NASA.
A exposição é marcada por uma trilha sonora da canção de Bonnie Raitt, que reflete o desejo presente no amor não correspondido. Nelson descreve Opportunity como uma “ícone lésbica”, destacando sua solitária jornada em Marte, onde capturou inúmeras imagens. “Ela estava em uma expedição sozinha, fazendo experimentos com rochas enquanto lançava olhares pelo horizonte,” afirma a artista, ressaltando a conexão entre a exploração espacial e a experiência de se sentir isolada.
Para dar um novo significado às imagens científicas, Nelson utiliza o processo bromoil, uma técnica fotográfica do início do século XX que confere um aspecto etéreo às fotografias. “Quero trazer de volta o romantismo às imagens,” diz, referindo-se ao tratamento das fotos da NASA, que muitas vezes são vistas apenas como dados técnicos.
Temas Pessoais e Tecnológicos
A artista também reflete sobre sua infância em Montana, onde se sentia isolada. Essa experiência a levou a traçar paralelos entre sua vida e a exploração espacial. Em seu estúdio, que ocupa um antigo depósito militar, Nelson utiliza um fotômetro gigante dos anos 1950, chamado de “Lord Fotar,” para criar impressões de grandes dimensões.
Além disso, Nelson está expandindo seu trabalho para incluir telescópios, após uma residência artística no SETI Institute. Em uma exposição anterior, apresentou fotografias de um array de telescópios na Califórnia. Para um próximo projeto no MIT List Visual Arts Center, ela se inspira em um dos maiores radiotelescópios do mundo, localizado no Observatório de Green Bank, na Virgínia Ocidental. “Estou personificando o telescópio, quase tratando-o como uma ex-namorada,” conclui a artista, que continua a explorar a interseção entre amor, ciência e arte.
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