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Meu Nome é Bagdá, longa brasileiro premiado, estreia no Canal Brasil

Filme dirigido por Caru Alves de Souza venceu a mostra Generation 14plus em Berlim

Cartaz do filme brasileiro (Divulgação)

O filme “Meu Nome é Bagdá”, da diretora Caru Alves de Souza, estreia no Canal Brasil em 21 de junho, às 22h. A produção, que ganhou o prêmio de melhor filme no Festival de Berlim em 2020, foi exibida em mais de 60 festivais ao redor do mundo e abordou temas como empoderamento feminino e preconceito. A história segue Bagdá, uma adolescente de 17 anos que vive na periferia de São Paulo e se junta a um grupo de meninas skatistas, enfrentando desafios como assédio e machismo. Grace Orsato interpreta a protagonista, e o filme já recebeu 14 prêmios internacionais. A diretora destaca a importância da exibição no Canal Brasil para alcançar um público que valoriza o cinema nacional. O filme será reapresentado em outras datas ao longo de junho.

Segundo longa-metragem da cineasta Caru Alves de Souza e eleito melhor filme da competição Generation 14plus no Festival de Berlim de 2020, “Meu Nome é Bagdá” estreia na programação do Canal Brasil em 21 de junho, sábado, às 22h00.

Produzido por Rafaella Costa para a Manjericão Filmes, a obra foi selecionada para mais de 60 festivais internacionais, realizados na Europa, América do Norte, América Latina, Ásia e na África. Na França, esteve em cartaz em 100 salas de cinema, distribuídas por 40 cidades.

No enredo do filme estão presentes temas como empoderamento feminino, assédio, machismo, homofobia e transfobia. Bagdá, a personagem central do longa-metragem, é uma garota de 17 anos que vive na Freguesia do Ó, bairro da periferia da cidade de São Paulo. Ela anda de skate com um grupo de meninos e passa boa parte do tempo com sua família e as amigas de sua mãe. Juntas, elas formam um grupo de mulheres pouco convencionais. Quando Bagdá finalmente encontra um grupo de meninas skatistas, sua vida muda. Em seu cotidiano ela encontra apoio familiar e empoderamento feminino, mas também assédio sexual, preconceito a seus amigos e machismo.

A personagem título é interpretada pela skatista Grace Orsato, que viveu então seu primeiro papel no cinema. No elenco estão ainda Gilda Nomacce, a cantora e atriz Karina Buhr e a atriz trans Paulette Pìnk.

A produção acumula 14 premiações em eventos no exterior, entre elas a de melhor filme e melhor direção no Nordic International Film Festival, de Nova York; melhor filme pelo júri jovem do Gender Bender Festival, de Bolonha (Itália); melhor filme latino-americano no Festival de Cine Latinoamericano de La Plata (Argentina); prêmio do público no Cormorán Film Fest (Corunha, Espanha); e de melhor atriz – para Grace Orsato – e menção honrosa para o elenco feminino no Festival de Cine de Lima PucP (Peru).

Para a diretora Caru Alves de Souza, “estar na programação do Canal Brasil é importante para a carreira do filme, pois significa chegar a um público que conhece e aprecia a produção audiovisual brasileira. Estamos extremamente felizes”.

Para a crítica especializada, o filme é um “manifesto feminista para mostrar a todos e todas que a mulher pode tudo que ela quiser. Seguindo a jovem Bagdá, de 17 anos, passamos a ter uma visão do que é ser mulher e adolescente na periferia de São Paulo. Tendo o skate, como fio condutor vemos um retrato da sociedade preconceituosa, machista e homofóbica em que vivemos”.

O primeiro longa-metragem dirigido por Caru Alves de Souza, “De Menor” (2013), foi vencedor da Première Brasil do Festival do Rio. A realizadora finalizou recentemente “De Menor – A Série” (2025), ainda inédita, e prepara o longa “Uma Cidade Para Christine”, também uma produção da Manjericão Filmes.

Ainda no mês de junho, o Canal Brasil reapresenta “Meu Nome é Bagdá” nas seguintes datas e horários:

23/06, segunda-feira, às 17h15

25/06, quarta-feira, às 11h50

27/06, sexta-feira, às 17h55

29/06, domingo, às 20h30

“Meu Nome é Bagdá”

(Brasil, 99 min, ficção, 2020)

com:

Grace Orsato (Bagdá)

Karina Buhr (Micheline)

Marie Maymone (Joseane)

Helena Luz (Bia)

Gilda Nomacce (Gladys)

Paulette Pink (Gilda)

Emílio Serrano (Emílio)

William Costa (Deco)

João Paulo Bienemann (Clever)

Nick Batista (Vanessa)

equipe:

direção: Caru Alves de Souza

produção: Rafaella Costa e Caru Alves de Souza

produção executiva: Rafaella Costa

roteiro: Caru Alves de Souza e Josefina Trotta

(livremente inspirado no livro “Bagdá, o Skatista”, de Toni Brandão)

direção de fotografia: Camila Cornelsen

montagem: Willem Dias, AMC

production designer: Marinês Mencio

direção de produção: Stella Rainer

supervisor de som e mixagem: Pedro Noizyman

uma produção Manjericão Filmes

em coprodução com Tangerina Entretenimento

premiações:

* Melhor Filme (Crystal Bear) pelo Júri Internacional na Mostra Generation 14plus, 70º Festival de Berlim, 2020 – Alemanha

* Melhor Filme no 6º Festival Nórdico, 2020 – EUA

* Melhor Direção no 6º Festival Nórdico, 2020 – EUA

* Melhor Filme pelo Júri Jovem no 18º Festival Gender Bender, 2020 – Itália

* Melhor Filme Latino-americano no 15º Festival de Cine Latinoamericano de La Plata, 2020 – Argentina

* Prêmio do Público no 2º Festival de Cormorán, 2020 – Espanha

* Melhor Atriz para Grace Orsato no 24º Festival de Cine de Lima PUCP, 2020 – Peru

* Menção Honrosa para o Elenco Feminino no 24º Festival de Cine de Lima PUCP, 2020 – Peru

* Prêmio do Júri Estudantil no 31º Festival Cine Junior, 2021 – França

* Prêmio do Público no 28º Festival Cinelatino Tübingen, 2021 – Alemanha

* Melhor Longa-metragem Internacional no ​​11º Festival de Mujeres de Santiago, 2021 – Chile

* Prêmio do Público no Festival Internacional Frauen, 2021 – Alemanha

* Prêmio Edith Lando Peace no Festival Internacional Reel 2 Real for Youth, 2021– Canadá

* Melhor Filme de Ação no Festival de Surf de Bilbao, 2021 – Espanha

* Melhor Filme de Skateboard no 6º Festival de Paris de Surf & Skateboard, 2021 – França

* Melhor Roteiro Adaptado para Filme de Ficção no 6º Prêmio ABRA de Roteiro, 2022 – Brasil

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