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Remake de ‘Vale Tudo’ traz figurinos modernos para personagens icônicos da novela

Remake de "Vale Tudo" traz moda dos anos 80 para o presente, refletindo desigualdades sociais com figurinos que contam histórias.

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A novela Vale Tudo, que foi lançada em 1988, ganhou um remake que atualiza a moda da época para os dias de hoje. O figurino é assinado por Marie Salles, que buscou manter as referências dos anos 80 e mostrar as diferenças sociais entre os personagens. A estilista, conhecida por trabalhos em outras novelas, destaca que é importante mostrar as desigualdades entre as gerações e as classes sociais. Por exemplo, a personagem Solange, interpretada por Alice Wegmann, mistura estilos da época com um toque moderno. A moda dos anos 80, com laços e ombreiras, é reinterpretada, enquanto personagens como Raquel, vivida por Taís Araújo, usam vestidos simples, e Odete Roitman, interpretada por Débora Bloch, representa a elite com roupas sofisticadas. A personagem Maria de Fátima, vivida por Bella Campos, tem um estilo mais acessível, contrastando com a elegância de Odete. Salles menciona que recriar o visual da elite é desafiador, mas a moda atual é mais acessível. A consultoria do jornalista Bruno Astuto ajudou a mostrar um lado da elite que prefere não ser notada, refletido em personagens como Heleninha, interpretada por Paolla Oliveira, que usa roupas confortáveis. O remake de Vale Tudo não só atualiza a moda, mas também provoca reflexões sobre desigualdades sociais, usando o figurino como uma forma de contar a história.

A novela “Vale Tudo”, original de 1988, retorna com um remake que atualiza a moda da época para os dias atuais. Com figurino assinado por Marie Salles, a nova versão mantém as referências dos anos 80, refletindo as tensões sociais e políticas do Brasil.

A estilista Salles, conhecida por seu trabalho em “Avenida Brasil” e “Pantanal”, buscou adaptar o estilo da trama original, preservando a essência dos personagens. “Precisávamos mostrar as diferenças entre as gerações e os abismos entre as classes sociais”, afirma Salles. A personagem Solange, interpretada por Alice Wegmann, exemplifica essa mistura, mantendo laços e cortes de cabelo da época, mas com um toque contemporâneo.

A moda dos anos 80, marcada por laços, mangas bufantes e ombreiras, é reinterpretada. Enquanto Raquel, vivida por Taís Araújo, usa vestidos simples e estampas florais, Odete Roitman, interpretada por Débora Bloch, representa a elite com peças de alfaiataria sofisticadas. A diferença entre os figurinos evidencia as desigualdades sociais, um dos temas centrais da novela.

A personagem Maria de Fátima, vivida por Bella Campos, adota um estilo mais acessível, com roupas curtas e vibrantes, contrastando com a elegância de Odete. Salles destaca que a moda atual é mais acessível, mas recriar o visual da elite ainda é um desafio. O contraste entre os figurinos é uma estratégia para evidenciar as disparidades sociais.

A consultoria do jornalista Bruno Astuto ajudou a moldar a visão da elite na trama. “Queríamos mostrar um lado da elite que não quer ser vista”, explica Salles, referindo-se ao conceito de “quiet luxury”. Personagens como Heleninha, interpretada por Paolla Oliveira, refletem essa estética, usando roupas largas e confortáveis que expressam seu estado emocional.

A nova versão de “Vale Tudo” não apenas atualiza a moda, mas também provoca reflexões sobre as desigualdades sociais, utilizando o figurino como uma ferramenta narrativa poderosa.

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